Duas atividades culturais irão integrar na quinta (13) as comemorações pelos 250 anos de nascimento de José Bonifácio de Andrada e Silva. O município se transformará na capital do Estado, com a vinda do governador Geraldo Alckmin, e promoverá apresentação teatral ao ar livre na Praça Mauá, às 17h, e concerto da Orquestra Sinfônica, no Teatro Municipal (av. Pinheiro Machado, 48), às 20h.
As intervenções e performances sobre a vida do santista ilustre fazem parte da primeira fase do evento ‘Ópera Samba José Bonifácio de Andrada e Silva – Herói da Pátria – Patriarca da Independência’, com apoio da prefeitura e participação de 250 atores da região.
“As apresentações serão uma prévia do grande espetáculo, previsto para os dias 7 e 8 de setembro, no mesmo local, com cerca de 900 participantes”, explica o diretor geral do evento, Tanah Corrêa. O texto é de Orleyd Faya; música de Gil Nuno Vaz; direção de arte, Sonia Arashiro e Carla Lacerda; direção técnica, Dagoberto Costa, e de movimento, Maristela Sild.
Mísica
Já concerto especial da Orquestra Sinfônica Municipal contará com a exibição da pianista Marlene Akel, que interpreta a ‘Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro’ (Louis Moureau Gottschalk). Em seguida, a Sinfônica executa programa composto pela ‘Abertura Coriolano’ (Beethoven) e o ‘Concerto de Trompa nº 1’ (Richard Strauss), com participação do solista André Ficarelli.
Ao final, toca a ‘Sinfonia nº 94 em Sol Maior – Surpresa’ (Haydn). A regência será do maestro-assistente, José Consani, que faz sua estreia à frente da Sinfônica. Os ingressos gratuitos (dois por pessoa) estarão disponíveis na bilheteria do teatro na quinta, às 14h. Informações: 3226-8000.
Prefeitura de Santos
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Livros proibidos são expostos na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro
A Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro (RJ), exibe até o dia 5 de julho a exposição É Proibido… mas a Rainha Pode. São 20 obras que fazem parte da coleção de livros de dona Maria I, rainha de Portugal e mãe de dom João VI.
Alguns destes livros foram proibidos pela Santa Inquisição e deveriam ter sido queimados, mas eles permaneceram guardados nas estantes da corte, escapando assim da destruição. Quando a Família Real veio para o Brasil, em 1808, trouxe de navio um acervo estimado em cerca de 60 mil obras, incluindo essas que deveriam ter sido destinadas à fogueira.
A curadora da mostra, a bibliotecária Ana Virginia Pinheiro, acredita que uma das possibilidades é que os bibliotecários da Real Bibliotheca provavelmente esconderam esses livros, por meio de catalogações que não revelavam os nomes dos autores e anotações que omitiam as passagens consideradas problemáticas pela Igreja.
No livro Regitrum Huius Operis Libri Cronicarum cum Figuris et Ymagibus ab Inicio Mundi, por exemplo, que pretende contar a história do mundo e foi publicado em 1493, o verbete sobre a papisa Joana foi rasurado e coberto por papeis colados. A papisa teria vivido no século IX e, com identidade masculina, ingressou em um mosteiro, chegando a cardeal e depois a papa, sucedendo Leão IV e adotando o nome de João VII. Para alguns, os registros teriam sido destruídos para apagar sua memória.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
11 de Junho: Batalha Naval do Riachuelo
Marinha do Brasil
A Batalha Naval do Riachuelo é considerada decisiva na Guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina) contra o Paraguai. O conflito militar, que ocorreu entre 1864 e 1870, foi o maior da América do Sul.
A guerra começou após a invasão da província brasileira de Mato Grosso, por tropas paraguaias, sob ordem do presidente Francisco Solano Lopez. O governante, que chegou ao poder após a morte do seu pai, Carlos Antônio Lopez, impôs uma política externa mais agressiva e passou a intervir em conflitos na região.
O ataque do Paraguai foi uma retaliação à interferência brasileira na guerra civil do Uruguai, em 1864, quando o presidente Atanasio Aguirre foi deposto e o seu rival, Venancio Flores, empossado. Tal intervenção contrariou os planos políticos e as alianças de Solano Lopez. O presidente considerou a invasão do Uruguai um ato de guerra do Brasil contra os interesses do seu país e iniciou as hostilidades.
Logo em seguida, a Argentina se envolveu na guerra, após vetar o pedido do Paraguai para atravessar seu território com tropas em direção ao Rio Grande do Sul. Com a negativa, Lopez invadiu a província argentina de Corrientes.
O Paraguai estava se mobilizando para uma possível guerra desde o início de 1864. Lopez se julgava mais forte e acreditava que teria o apoio do Partido Blanco uruguaio e dos partidários argentinos de Justo José de Urquiza, que exercia o poder na província argentina de Entre Rios. Tal aliança, no entanto, não ocorreu. A derrota em Riachuelo, em 11 de Junho de 1865, acabou com a possibilidade de uma vitória rápida.
Esquadra brasileira
No início da Guerra da Tríplice Aliança, a Esquadra brasileira dispunha de 45 navios armados. Desses, 33 eram de propulsão mista - à vela e a vapor - e 12 dependiam exclusivamente do vento. O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (Arsenal da Corte) passara por uma modernização, em meados do século XIX. Assim, diversos navios do início da guerra foram projetados e construídos no Brasil.
As embarcações eram, portanto, adequadas para operar no mar, e não nas condições de navegabilidade restrita e águas pouco profundas, como as dos rios Paraná e Paraguai. A possibilidade de encalhar era um perigo constante. Além disso, os navios possuíam casco de madeira, muito vulneráveis à artilharia de terra que ficavam posicionadas nas margens.
Esquadra paraguaia
A esquadra paraguaia possuía 32 navios, incluindo embarcações retidas do Brasil e Argentina no início da guerra. Desse total, 24 eram navios de propulsão mista – a maioria de madeira, movida por rodas de pás. Embora todos fossem adequados para navegar nos rios, somente uma embarcação, o Taquari, era um verdadeiro navio de guerra.
Diante da necessidade de usar equipamentos mais modernos, os paraguaios desenvolveram a chata com canhão como arma de guerra. Tinha um fundo achatado, sem propulsão, com um canhão de seis polegadas de calibre. Era rebocada até o local onde seria posicionada. A embarcação transportava apenas a guarnição do canhão. Sua borda ficava próxima à superfície da água, deixando à vista um reduzidíssimo alvo, em que se via somente a boca do canhão.
Antecedentes da Batalha
Coube ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Visconde de Tamandaré, depois Marquês de Tamandaré, o comando das Forças Navais do Brasil em Operações de Guerra contra o Paraguai. A Marinha do Brasil representava praticamente a totalidade do Poder Naval nas operações de guerra. O Comando-Geral dos Exércitos Aliados era exercido pelo Presidente da República da Argentina, General Bartolomeu Mitre.
Os rios Paraná e Paraguai eram as artérias de comunicação que garantiam o transporte de suprimentos de guerra ao Paraguai. Dessa forma, a estratégia adotada pelos aliados foi o bloqueio naval. As forças brasileiras foram organizadas em três divisões. Uma permaneceu no Rio da Prata e as outras duas subiram o Rio Paraná para efetivar o bloqueio.
Com o avanço das tropas paraguaias ao longo da margem esquerda do Paraná, Tamandaré resolveu designar seu Chefe do Estado-Maior, o Chefe-de-Divisão (posto que correspondia a Comodoro, em outras Marinhas) Francisco Manoel Barroso da Silva, para comandar a Força Naval.
Barroso partiu de Montevidéu, em 28 de abril de 1865, a bordo da Fragata Amazonas, e se juntou à força naval em Bela Vista.
A primeira missão de Barroso foi um ataque à cidade argentina de Corrientes, ocupada pelos paraguaios. A operação de desembarque transcorreu sem problemas no dia 25 de maio. Contudo, não foi possível manter o controle da cidade e, logo depois, ela foi evacuada. Ficou evidente que a presença da Força Naval brasileira deixaria o flanco dos invasores sempre muito vulnerável. Era necessário destruí-la, e isso motivou Solano López a planejar a ação que levaria à Batalha Naval do Riachuelo.
Batalha
A Força Naval Brasileira, comandada por Barroso, estava fundeada no Rio Paraná, próxima à Cidade de Corrientes, na madrugada do dia 11 de junho de 1865.
O plano do Paraguai era surpreender os navios brasileiros na alvorada do dia 11, abordá-los e, após a vitória, rebocá-los para a cidade paraguaia de Humaitá (onde estava localizada uma fortaleza de mesmo nome).
Para aumentar o poder de fogo, a Força Naval paraguaia, comandada pelo Capitão-de-Fragata Pedro Ignácio Mezza, rebocava seis chatas com canhões. A Ponta de Santa Catalina, próxima à foz do Riachuelo, foi ocupada pelos paraguaios. Havia também tropas de Infantaria posicionadas para atirar nos navios brasileiros que escapassem.
No dia 11 de junho, aproximadamente às 9hs, a Força Naval brasileira avistou os navios paraguaios descendo o rio e se preparou para o combate. Às 9h25 foram disparados os primeiros tiros de artilharia. A Força Naval paraguaia passou pela brasileira, ainda imobilizada, e foi se abrigar junto à foz do Riachuelo.
A Força Naval brasileira desceu o rio, perseguindo os paraguaios. Sem saber que a margem estava artilhada, o comandante Francisco Manoel Barroso da Silva deteve seu capitânia (nau que leva o comandante), a Fragata Amazonas, para impedir uma possível fuga dos paraguaios.
Com a manobra inesperada, algumas das embarcações brasileiras retrocederam e a Fragata Jequitinhonha encalhou em frente às baterias de Santa Catalina. O primeiro navio da linha, o Belmonte, passou por Riachuelo separado dos outros, sendo alvo do fogo concentrado do inimigo. Depois, encalhou propositadamente, para não afundar.
Corrigindo sua manobra, Barroso assumiu o comando dos outros navios brasileiros e fez a passagem, combatendo a artilharia da margem sob a fuzilaria das tropas paraguaias. Completou-se assim, aproximadamente às 12h, a primeira fase da batalha. Até então, o resultado era insatisfatório para o Brasil.
O Belmonte estava fora de ação, a Jequitinhonha encalhada e, o Parnaíba, com avaria no leme, havia sido dominado pelo inimigo, apesar da resistência heróica dos brasileiros como o Guarda-Marinha Greenhalgh e o Marinheiro Marcílio Dias, que lutaram até a morte. Diante do cenário, Barroso decidiu regressar. Desceu o rio, fez a volta com os seis navios restantes e, logo depois, estava novamente em Riachuelo.
Tirando vantagem do porte da Amazonas, Barroso usou seu navio para abalroar e inutilizar as embarcações paraguaias e vencer a batalha. Quatro navios inimigos fugiram perseguidos pelos brasileiros.
No fim da tarde de 11 de junho, a vitória era brasileira. A esquadra paraguaia havia sido praticamente aniquilada e não teria mais participação relevante no conflito. Estava, também, garantido o bloqueio que impediria que o Paraguai recebesse armamentos do exterior. Foi a primeira grande vitória da Tríplice Aliança na guerra e, por isso, muito comemorada.
Com a vitória em Riachuelo, a retirada dos paraguaios da margem esquerda do Paraná e a rendição dos invasores em Uruguaiana, os aliados acreditaram que guerra terminaria logo. Isso, porém, não ocorreu.
O Paraguai era um país mobilizado e Humaitá ainda era uma fortaleza invencível para os navios de madeira que venceram a Batalha Naval do Riachuelo. A guerra foi longa, difícil e causou muitas mortes e sacrifícios.
A Batalha Naval do Riachuelo é considerada decisiva na Guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina) contra o Paraguai. O conflito militar, que ocorreu entre 1864 e 1870, foi o maior da América do Sul.
A guerra começou após a invasão da província brasileira de Mato Grosso, por tropas paraguaias, sob ordem do presidente Francisco Solano Lopez. O governante, que chegou ao poder após a morte do seu pai, Carlos Antônio Lopez, impôs uma política externa mais agressiva e passou a intervir em conflitos na região.
O ataque do Paraguai foi uma retaliação à interferência brasileira na guerra civil do Uruguai, em 1864, quando o presidente Atanasio Aguirre foi deposto e o seu rival, Venancio Flores, empossado. Tal intervenção contrariou os planos políticos e as alianças de Solano Lopez. O presidente considerou a invasão do Uruguai um ato de guerra do Brasil contra os interesses do seu país e iniciou as hostilidades.
Logo em seguida, a Argentina se envolveu na guerra, após vetar o pedido do Paraguai para atravessar seu território com tropas em direção ao Rio Grande do Sul. Com a negativa, Lopez invadiu a província argentina de Corrientes.
O Paraguai estava se mobilizando para uma possível guerra desde o início de 1864. Lopez se julgava mais forte e acreditava que teria o apoio do Partido Blanco uruguaio e dos partidários argentinos de Justo José de Urquiza, que exercia o poder na província argentina de Entre Rios. Tal aliança, no entanto, não ocorreu. A derrota em Riachuelo, em 11 de Junho de 1865, acabou com a possibilidade de uma vitória rápida.
Esquadra brasileira
No início da Guerra da Tríplice Aliança, a Esquadra brasileira dispunha de 45 navios armados. Desses, 33 eram de propulsão mista - à vela e a vapor - e 12 dependiam exclusivamente do vento. O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (Arsenal da Corte) passara por uma modernização, em meados do século XIX. Assim, diversos navios do início da guerra foram projetados e construídos no Brasil.
As embarcações eram, portanto, adequadas para operar no mar, e não nas condições de navegabilidade restrita e águas pouco profundas, como as dos rios Paraná e Paraguai. A possibilidade de encalhar era um perigo constante. Além disso, os navios possuíam casco de madeira, muito vulneráveis à artilharia de terra que ficavam posicionadas nas margens.
Esquadra paraguaia
A esquadra paraguaia possuía 32 navios, incluindo embarcações retidas do Brasil e Argentina no início da guerra. Desse total, 24 eram navios de propulsão mista – a maioria de madeira, movida por rodas de pás. Embora todos fossem adequados para navegar nos rios, somente uma embarcação, o Taquari, era um verdadeiro navio de guerra.
Diante da necessidade de usar equipamentos mais modernos, os paraguaios desenvolveram a chata com canhão como arma de guerra. Tinha um fundo achatado, sem propulsão, com um canhão de seis polegadas de calibre. Era rebocada até o local onde seria posicionada. A embarcação transportava apenas a guarnição do canhão. Sua borda ficava próxima à superfície da água, deixando à vista um reduzidíssimo alvo, em que se via somente a boca do canhão.
Antecedentes da Batalha
Coube ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Visconde de Tamandaré, depois Marquês de Tamandaré, o comando das Forças Navais do Brasil em Operações de Guerra contra o Paraguai. A Marinha do Brasil representava praticamente a totalidade do Poder Naval nas operações de guerra. O Comando-Geral dos Exércitos Aliados era exercido pelo Presidente da República da Argentina, General Bartolomeu Mitre.
Os rios Paraná e Paraguai eram as artérias de comunicação que garantiam o transporte de suprimentos de guerra ao Paraguai. Dessa forma, a estratégia adotada pelos aliados foi o bloqueio naval. As forças brasileiras foram organizadas em três divisões. Uma permaneceu no Rio da Prata e as outras duas subiram o Rio Paraná para efetivar o bloqueio.
Com o avanço das tropas paraguaias ao longo da margem esquerda do Paraná, Tamandaré resolveu designar seu Chefe do Estado-Maior, o Chefe-de-Divisão (posto que correspondia a Comodoro, em outras Marinhas) Francisco Manoel Barroso da Silva, para comandar a Força Naval.
Barroso partiu de Montevidéu, em 28 de abril de 1865, a bordo da Fragata Amazonas, e se juntou à força naval em Bela Vista.
A primeira missão de Barroso foi um ataque à cidade argentina de Corrientes, ocupada pelos paraguaios. A operação de desembarque transcorreu sem problemas no dia 25 de maio. Contudo, não foi possível manter o controle da cidade e, logo depois, ela foi evacuada. Ficou evidente que a presença da Força Naval brasileira deixaria o flanco dos invasores sempre muito vulnerável. Era necessário destruí-la, e isso motivou Solano López a planejar a ação que levaria à Batalha Naval do Riachuelo.
Batalha
A Força Naval Brasileira, comandada por Barroso, estava fundeada no Rio Paraná, próxima à Cidade de Corrientes, na madrugada do dia 11 de junho de 1865.
O plano do Paraguai era surpreender os navios brasileiros na alvorada do dia 11, abordá-los e, após a vitória, rebocá-los para a cidade paraguaia de Humaitá (onde estava localizada uma fortaleza de mesmo nome).
Para aumentar o poder de fogo, a Força Naval paraguaia, comandada pelo Capitão-de-Fragata Pedro Ignácio Mezza, rebocava seis chatas com canhões. A Ponta de Santa Catalina, próxima à foz do Riachuelo, foi ocupada pelos paraguaios. Havia também tropas de Infantaria posicionadas para atirar nos navios brasileiros que escapassem.
No dia 11 de junho, aproximadamente às 9hs, a Força Naval brasileira avistou os navios paraguaios descendo o rio e se preparou para o combate. Às 9h25 foram disparados os primeiros tiros de artilharia. A Força Naval paraguaia passou pela brasileira, ainda imobilizada, e foi se abrigar junto à foz do Riachuelo.
A Força Naval brasileira desceu o rio, perseguindo os paraguaios. Sem saber que a margem estava artilhada, o comandante Francisco Manoel Barroso da Silva deteve seu capitânia (nau que leva o comandante), a Fragata Amazonas, para impedir uma possível fuga dos paraguaios.
Com a manobra inesperada, algumas das embarcações brasileiras retrocederam e a Fragata Jequitinhonha encalhou em frente às baterias de Santa Catalina. O primeiro navio da linha, o Belmonte, passou por Riachuelo separado dos outros, sendo alvo do fogo concentrado do inimigo. Depois, encalhou propositadamente, para não afundar.
Corrigindo sua manobra, Barroso assumiu o comando dos outros navios brasileiros e fez a passagem, combatendo a artilharia da margem sob a fuzilaria das tropas paraguaias. Completou-se assim, aproximadamente às 12h, a primeira fase da batalha. Até então, o resultado era insatisfatório para o Brasil.
O Belmonte estava fora de ação, a Jequitinhonha encalhada e, o Parnaíba, com avaria no leme, havia sido dominado pelo inimigo, apesar da resistência heróica dos brasileiros como o Guarda-Marinha Greenhalgh e o Marinheiro Marcílio Dias, que lutaram até a morte. Diante do cenário, Barroso decidiu regressar. Desceu o rio, fez a volta com os seis navios restantes e, logo depois, estava novamente em Riachuelo.
Tirando vantagem do porte da Amazonas, Barroso usou seu navio para abalroar e inutilizar as embarcações paraguaias e vencer a batalha. Quatro navios inimigos fugiram perseguidos pelos brasileiros.
No fim da tarde de 11 de junho, a vitória era brasileira. A esquadra paraguaia havia sido praticamente aniquilada e não teria mais participação relevante no conflito. Estava, também, garantido o bloqueio que impediria que o Paraguai recebesse armamentos do exterior. Foi a primeira grande vitória da Tríplice Aliança na guerra e, por isso, muito comemorada.
Com a vitória em Riachuelo, a retirada dos paraguaios da margem esquerda do Paraná e a rendição dos invasores em Uruguaiana, os aliados acreditaram que guerra terminaria logo. Isso, porém, não ocorreu.
O Paraguai era um país mobilizado e Humaitá ainda era uma fortaleza invencível para os navios de madeira que venceram a Batalha Naval do Riachuelo. A guerra foi longa, difícil e causou muitas mortes e sacrifícios.
Câmara Municipal de Niterói abre exposição sobre o Brasil Colônia
Iniciativa serve para que a classe política, os empresários, historiadores e segmentos ligados a cultura iniciassem uma mobilização para a reconstrução do Palacete de Dom João VI
Eduardo Garnier – ASCOM CMN
A abertura da exposição “Visão Prospectiva do Museu Histórico da Villa Real da Praia Grande e da Imperial Cidade de Niterói”, inaugurada pelo presidente da Câmara, vereador Paulo Bagueira (PPS), no Salão Nobre do Legislativo, no dia 13 de maio, serviu para que a classe política, os empresários, historiadores e segmentos ligados a cultura iniciassem uma mobilização para a reconstrução do Palacete de Dom João VI. O prédio histórico, que ficava localizado no Largo de São Domingos e que por tantas vezes acolheu a Família Imperial, foi demolido após a Proclamação da República, como que “para apagar a memória do Brasil Império”.
A exposição, organizada pelo Círculo Monárquico Dom Pedro II de Niterói em parceria com a Câmara, reúne imagens do Brasil-Colônia, suas igrejas e cidades históricas, moedas antigas, maquetes de caravelas, mapas, brasões, a evolução do transporte ferroviário e documentos históricos que ficam em exibição até 28 de junho, de 10 às 17 horas, no Salão Nobre, no terceiro andar da Casa. Mas, entre tantas preciosidades, a grande vedete mesmo é a maquete do Palacete, produzida em pesquisa iconográfica feita pelos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense.
“Estamos partindo para a 22ª geração de portugueses no Brasil. Começamos nossa segunda etapa para o resgate da memória do Brasil-Império, a primeira foi a sanção da lei. Com a reconstrução do Palacete de Dom João ali será a sede do Museu Histórico da Vila Real da Praia Grande em Niterói. Fui a Portugal para obter o mapa original da Vila e a escritura de doação estava sumida. Só encontramos na seção de manuscritos da Biblioteca Nacional, é um documento que sequer foi transcrito”, conta o presidente do Círculo Monárquico, professor Francisco Tomasco de Albuquerque.
LEI DE 2012 MANDA RECONSTRUIR
A Lei 6.215, de abril de 2012, de autoria do deputado estadual Comte Bittencourt (PPS), sancionada e publicada pelo governador Sérgio Cabral, determina a reconstrução do Palacete de Dom João VI em local próximo ao que foi demolido. “Pela lei que aprovamos, o Museu da Vila Real vai abrigar objetos, fotografias, filmes, documentos e outros elementos da Vila Real. Também está previsto em lei que, até a construção definitiva, o material ficará em instalações provisórias de um próprio estadual. O espaço também vai abrigar o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, parceiro nessa empreitada”, revela Comte Bittencourt, um dos presentes ao evento.
Para o presidente da Câmara a iniciativa tem todo apoio do Legislativo. “Vamos levar a ideia ao conjunto dos vereadores, acionar nosso diretor Cultural, Sohail Saud, e o chefe do Arquivo de Documentação, Rubens Carrilho, para que a coisa comece a fluir. Aqui mesmo onde funcionava o antigo restaurante da Casa, pensamos em organizar um museu histórico da Câmara, que pode até funcionar conjuntamente com o Museu da Vila Real. As nossas autoridades executivas ligadas à Cultura também estão sendo chamadas a contribuir”, diz Bagueira.
Além dos já citados também estiveram presentes o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Waldemar Zveiter; o superintendente de Artes de São Gonçalo, De Luna Freire; o historiador Salvador Mata e Silva; o presidente do Grupo Mônaco de Cultura; diretores de escolas; jornalistas; e demais convidados. Diversas personalidades receberam a Medalha do Círculo Monárquico e Certificados de Colaborador Emérito.
DOM JOÃO E O PALACETE
Em dezembro de 1815, três dias após elevar o Brasil à categoria de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o então príncipe-regente Dom João VI, tendo ao seu lado toda a Família Real, desembarcava, pela primeira vez, em terras niteroienses e após as manobras militares todos seguem para a residência do Capitão Thomaz Soares de Andrade, no Largo de São Domingos. A casa foi oferecida para descanso de Dom João e sua família, que ali ficaram por dois dias, só retornando à Corte, no Rio de Janeiro, em 22 de dezembro. Depois da primeira visita, Dom João só retornaria à Praia Grande em março de 1816, após a morte da rainha Maria I. Em maio do mesmo ano Dom João volta para comemorar seu aniversário, em 13 de maio. “A última vez em que Dom João visitou a cidade foi acontecer três anos mais tarde. Recebido com grande festa, pernoita em seu palacete, depois de passar pela Igreja de São Domingos. No dia seguinte a comitiva cruza a Estrada de Inoã e passa o dia em Maricá antes de retornar ao Rio”, revela o professor Tomasco.
Eduardo Garnier – ASCOM CMN
A abertura da exposição “Visão Prospectiva do Museu Histórico da Villa Real da Praia Grande e da Imperial Cidade de Niterói”, inaugurada pelo presidente da Câmara, vereador Paulo Bagueira (PPS), no Salão Nobre do Legislativo, no dia 13 de maio, serviu para que a classe política, os empresários, historiadores e segmentos ligados a cultura iniciassem uma mobilização para a reconstrução do Palacete de Dom João VI. O prédio histórico, que ficava localizado no Largo de São Domingos e que por tantas vezes acolheu a Família Imperial, foi demolido após a Proclamação da República, como que “para apagar a memória do Brasil Império”.
A exposição, organizada pelo Círculo Monárquico Dom Pedro II de Niterói em parceria com a Câmara, reúne imagens do Brasil-Colônia, suas igrejas e cidades históricas, moedas antigas, maquetes de caravelas, mapas, brasões, a evolução do transporte ferroviário e documentos históricos que ficam em exibição até 28 de junho, de 10 às 17 horas, no Salão Nobre, no terceiro andar da Casa. Mas, entre tantas preciosidades, a grande vedete mesmo é a maquete do Palacete, produzida em pesquisa iconográfica feita pelos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense.
“Estamos partindo para a 22ª geração de portugueses no Brasil. Começamos nossa segunda etapa para o resgate da memória do Brasil-Império, a primeira foi a sanção da lei. Com a reconstrução do Palacete de Dom João ali será a sede do Museu Histórico da Vila Real da Praia Grande em Niterói. Fui a Portugal para obter o mapa original da Vila e a escritura de doação estava sumida. Só encontramos na seção de manuscritos da Biblioteca Nacional, é um documento que sequer foi transcrito”, conta o presidente do Círculo Monárquico, professor Francisco Tomasco de Albuquerque.
LEI DE 2012 MANDA RECONSTRUIR
A Lei 6.215, de abril de 2012, de autoria do deputado estadual Comte Bittencourt (PPS), sancionada e publicada pelo governador Sérgio Cabral, determina a reconstrução do Palacete de Dom João VI em local próximo ao que foi demolido. “Pela lei que aprovamos, o Museu da Vila Real vai abrigar objetos, fotografias, filmes, documentos e outros elementos da Vila Real. Também está previsto em lei que, até a construção definitiva, o material ficará em instalações provisórias de um próprio estadual. O espaço também vai abrigar o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, parceiro nessa empreitada”, revela Comte Bittencourt, um dos presentes ao evento.
Para o presidente da Câmara a iniciativa tem todo apoio do Legislativo. “Vamos levar a ideia ao conjunto dos vereadores, acionar nosso diretor Cultural, Sohail Saud, e o chefe do Arquivo de Documentação, Rubens Carrilho, para que a coisa comece a fluir. Aqui mesmo onde funcionava o antigo restaurante da Casa, pensamos em organizar um museu histórico da Câmara, que pode até funcionar conjuntamente com o Museu da Vila Real. As nossas autoridades executivas ligadas à Cultura também estão sendo chamadas a contribuir”, diz Bagueira.
Além dos já citados também estiveram presentes o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Waldemar Zveiter; o superintendente de Artes de São Gonçalo, De Luna Freire; o historiador Salvador Mata e Silva; o presidente do Grupo Mônaco de Cultura; diretores de escolas; jornalistas; e demais convidados. Diversas personalidades receberam a Medalha do Círculo Monárquico e Certificados de Colaborador Emérito.
DOM JOÃO E O PALACETE
Em dezembro de 1815, três dias após elevar o Brasil à categoria de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o então príncipe-regente Dom João VI, tendo ao seu lado toda a Família Real, desembarcava, pela primeira vez, em terras niteroienses e após as manobras militares todos seguem para a residência do Capitão Thomaz Soares de Andrade, no Largo de São Domingos. A casa foi oferecida para descanso de Dom João e sua família, que ali ficaram por dois dias, só retornando à Corte, no Rio de Janeiro, em 22 de dezembro. Depois da primeira visita, Dom João só retornaria à Praia Grande em março de 1816, após a morte da rainha Maria I. Em maio do mesmo ano Dom João volta para comemorar seu aniversário, em 13 de maio. “A última vez em que Dom João visitou a cidade foi acontecer três anos mais tarde. Recebido com grande festa, pernoita em seu palacete, depois de passar pela Igreja de São Domingos. No dia seguinte a comitiva cruza a Estrada de Inoã e passa o dia em Maricá antes de retornar ao Rio”, revela o professor Tomasco.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
O STF e o congresso; a república e a Monarquia
![]() |
| Plenário do Supremo Tribunal Federal |
Diante desses fatos, é possível perguntar: qual instituição é mais confiável, o STF de Joaquim Barbosa ou o congresso nacional de José Sarney? Claro que se trata de uma pergunta retórica, pois não é possível imaginar nenhum ser humano de posse plena das faculdades mentais que opte pelo congresso. Isso nos leva a outra pergunta: porque os representantes dos poderes executivo e legislativo estão tão frequentemente envolvidos em corrupção e fraudes, como o caso PC Farias (que levou ao impedimento de Collor), a destinação questionável do dinheiro das privatizações (para não citar o polêmico processo de privatização das teles) na era tucana, e – last but, not least – o tal mensalão, uma tentativa de golpe institucional que consistiu no uso de dinheiro público para promover a compra do poder legislativo pelo poder executivo (apoiado por um aparato criminoso "nuncantisvistonestóriadessepaís")?
A resposta com certeza passa por um aspecto, que na verdade é o central nessa questão: na política brasileira não é exigida nenhuma qualificação (nem mesmo saber ler, como é o caso do deputado Tiririca) da parte de quem pleteia uma vaga no legislativo ou no executivo. O único atributo que um indivíduo precisa para ocupar um lugar nesses poderes é "uma imensa popularidade", ou seja, ter o nome reconhecido por uma grande multidão de detentores de títulos de eleitor. Tal requisito acaba desembocando diretamente na ideia do "falem mal, mas falem de mim", ou seja: quanto mais a imprensa denuncia os corruptos, mais seus nomes são gravados no incosnciente das massas, gerando assim o efeito contrário ao pretendido, eles passam a receber cada vez mais votos. Esse processo esse fica evidente na expressiva e invejável votação de Paulo Maluf e tantos outros fichas-sujas nas últimas eleições
Por outro lado, para o ingresso em uma instituição como o STF, o pré-requisito é uma longa jornada de dedicação, formação intelectual e acadêmica. Não estou dizendo, com isso, que a intelectualidade desenvolvida impede alguém de ser picareta (e a prova disso é um dos juízes citados no primeiro parágrafo – o outro não demonstra apreço pela retórica, e portanto, nem pelo pensamento em si mesmo; chegou ao ridículo de justificar um dos votos com um "porque sim"; assim sendo, não cabe no exemplo). Contudo, a dedicação à construção intelectual e o fato do próprio trabalho depender diretamente de um vasto arcabouço teórico, além de alguma formação humanística e um pouco de cultura geral, impede que essas pessoas dediquem a totalidade da própria energia vital para fins menos nobres; tais como adequar a fala (e consequentemente próprio o pensamento) para sempre caber no gosto do maior número de pessoas, nem que para isso seja necessário sacrificar a lógica, o discernimento, e fazer uso de falácias e erística. Tal esquizofrenia por si só possui poder para transformar alguém até razoavelmente honesto em um mitomaníaco contumaz, movido pela força do hábito. Além disso, os cargos no STF são vitalícios. Essa característica libera os juízes do imperativo de tomar decisões motivadas por agradar a "opinião pública" ou garantir a eleição do sucessor do mesmo partido. O que os tornam ainda mais independentes para exercer com dignidade a função para a qual foram designados.
É necessário sempre lembrar que o que torna uma decisão ou conduta mais ou menos apropriada, sob qualquer ponto de vista sobretudo o moral, não é, nunca foi e jamais será a quantidade de pessoas que aprovam ou desaprovam tal decisão ou conduta, nem o carisma que o decisor é capaz de despertar nas massas. Também nunca é demais lembrar que Hitler chegou ao poder eleito por voto direito da maioria do povo alemão. Assim, a despeito de toda a propaganda ideológica que permeia a cultura dos países republicanos, promovida com o objetivo de fazer identificar a ideia de "democracia" com a de "ditadura da maioria", devemos reavaliar enquanto nação qual o verdadeiro sentido da palavra "democracia". O Brasil da época de D. Pedro II que era uma democracia de verdade, pois havia o poder moderador, cuja função era a de um "contra-peso" em relação à vontade acéfala das massas. Se quisermos que o país volte a ser a nação que já foi um dia, precisamos tomar providências para colocar limites ao imperativo de seguir cegamente os ditames da maioria. Sobretudo em uma época em que a grande "maioria" dos indivíduos estão ensandecidos por ideologias falaciosas que conduzem a nação para o precipício.
Um país cujos mais bem preparados não reivindicam para si o exercício da vocação natural para tomar decisões e abre mão dela em prol de um ideal completamente deturpado de "democracia" é como uma família cujo pai deixa os três filhos decidirem como será gasto o orçamento doméstico, a lista de compras do supermercado, se querem ou não ir à escola, etc. Ou ainda, um avião em pleno voo cujos passageiros decidem que é "anti-democratico" que apenas uma única e mesma pessoa venha sempre pilotando o avião em todas as viagens e decidem criar um revesamento para dar a chance de todos conduzirem a aeronave um pouco, afinal todos são iguais e possuem os mesmos "direitos". É preciso deixar os discursos falaciosos de lado e enxergar a realidade que se apresenta clara como o meio dia. A primeira providência a ser tomada é restabelecer a monarquia, uma forma de governo mais parecida com o funcionanemento do STF (baseado em uma longa preparação para exercer um cargo vitalício) do que com o do congresso (ingresso baseado na "fama", o que gera práticas como populismo e demagogia, com o obejtivo de manter o poder). Se você está cansando de Josés Sarneys, Fernandos Collors, Paulos Malufs, Tiriricas e Lulas, se você confia mais no STF do que no congresso então – por extensão – você reconhece a superioridade do Regime Monárquico em relação ao republicano.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Mensagem de Natal

Chegamos ao final de mais uma etapa e aí vem aquela ponta de esperança. Esperança em Jesus, o menino Deus que morreu na cruz para nos salvar.
Natal é a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro.
Natal é o aniversário de JESUS, isso é tudo, tão simples e tão lindo. Natal é a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro.
Em nome da Diretoria e do Conselho do IBI Instituto Brasil Imperial, desejo a todos um Feliz Natal e que o Ano Novo, chegue com muita luz, paz, prosperidade e com a fé que tudo realiza!
Comendador Antonyo da Cruz
IBI - Instituto Brasil Imperial
www.brasilimperial.org.br
Presidente Executivo
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
A princesa Dona Isabel: uma mulher cristã a serviço do povo brasileiro
Atualmente estamos vendo um renascimento do interesse por uma dos vultos mais importantes e significativos da monarquia brasileira e, ao mesmo tempo, da segunda metade do século XIX e início o XX. Trata-se da princesa Isabel. Uma mulher simples que conseguiu, de forma rara, fundir a nobreza, a fé cristã e a atividade política. Já no século XIX a princesa Dona Isabel conseguiu colocar em prática o ideal de união entre os valores do Evangelho e a experiência política. Esse ideal é defendido e incentivado pela Igreja. De forma rara e surpreendente a princesa Dona Isabel conseguiu unir duas grandes virtudes, sendo elas: a fé cristã e o serviço público ao povo brasileiro.
De um lado, a princesa Dona Isabel foi à mulher que soube viver radicalmente a fé e os valores do Evangelho. Mulher de oração, seu modelo de mulher era a Virgem Maria, boa esposa e ótima mãe. Do outro lado, ela foi uma mulher a frente do seu tempo.
Muito antes de se falar em emancipação e de participação da mulher na vida pública, a princesa Dona Isabel já estava mergulhada e engajada nas lutas políticas do Brasil. No entanto, é preciso ressaltar que, ao contrário de muitos políticos e homens públicos que atualmente são encontrados no Brasil e em muitos outros países do mundo, políticos profissionais preocupados com o acumulo de riqueza e de poder; a princesa Dona Isabel foi uma mulher que levou para dentro da vida pública os valores do Evangelho e a doutrina da Igreja. Por causa disso ela conseguiu estar a serviço do povo brasileiro. Um serviço prestado, por exemplo, na luta contra a escravidão, pela difusão da cultura e da educação.
A princesa Dona Isabel não foi uma política profissional, ou seja, o tipo de pessoa que vive em busca de cargos e honrarias do Estado. Exerceu sim com muita humildade os cargos previstos na constituição, sendo a princesa Dona Isabela primeira senadora do Brasil, cargo a que tinha direito como herdeira do trono a partir dos 25 anos de idade, segundo a constituição imperial brasileira de 1824 - a primeira carta constitucional do Brasil.
Assumiu por três vezes a regência do império durante as viagens do imperador Pedro II ao exterior. Na sua primeira regência (1871-1873), sancionou a Lei do Ventre Livre, pela qual libertou os filhos que nascessem de mãe escrava. Seu segundo período na regência ocorreu quando da viagem de Pedro II aos Estados Unidos (1876-1877). Na sua terceira oportunidade como regente (1887-1889), sancionou a lei que abolia a escravidão, a Lei Áurea, em 13 de maio (1888). A decisão valeu à princesa imperial a condecoração Rosa de Ouro, concedida pelo papa Leão XIII.
Em grande medida, sua luta foi silenciosa, nos bastidores da vida política brasileira. Com isso, na condição de filha do imperador e de princesa, ela soube usar o prestígio que desfrutava em prol das grandes lutas sociais do seu tempo.
É preciso ressaltar que essa luta não foi marcada pelo espírito antirreligioso e antievangélico que está em moda nos círculos de intelectuais do Brasil e de outras partes do mundo. Sua luta foi alicerçada pelo Evangelho, pela devoção a Virgem Maria e, por conseguinte, pela doutrina cristã.
Em grande medida, a princesa Dona Isabel só conseguiu ser a grande figura feminina da política brasileira do século XIX, porque sempre esteve fundamentada na fé cristã.
Por causa disso ela, um personagem do século XIX, é um modelo a ser seguido pelos homens e mulheres do século XXI. Homens e mulheres que, muitas vezes, ficam perdidos diante de tantos modismos, de tantas exigências de competência e de superação profissional. A princesa Dona Isabel nos apresenta uma vida simples, marcada pela oração, mas rica em lutas sociais. Esse é um estilo de vida que se seguido por nós poderá ajudar muitos brasileiros – (e não somente as mulheres as quais ela é representante) – a superarem o medo e a angustia que nascem no cotidiano e irem à busca da santificação pessoal e da transformação das estruturas sociais.
Ivanaldo Santos (ivanaldosantos@yahoo.com.br)
Filósofo
Assinar:
Postagens (Atom)





