sexta-feira, 5 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Alguém e ninguém
Mais que um simples escândalo literário e editorial, a FLIP deste ano é um delito de malversação de dinheiro público do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Embratel, da Petrobrás e da Eletrobrás.
Olavo de Carvalho
Tentando justificar a ausência de escritores liberais e conservadores na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) deste ano, assim se pronunciaram os seus mais destacados representantes: Miguel Conde, curador: “Não acho que escritores associados à direita sejam numerosos. Tenho até dificuldade em pensar em nomes.”
Sérgio Miceli, membro da principal mesa de debates : “Bons pensadores à direita são peça rara no país.” Milton Hatoum, conferencista encarregado da palestra de abertura : “De escritor importante no Brasil, não me lembro de nenhum de direita.”
Dada a relevância dos personagens, não creio exagerar ao supor que suas opiniões e seu nível de cultura exemplificam a média dos participantes, excetuada a hipótese, hedionda mas plausível, de que ela vá daí para baixo.
Nesse sentido, a FLIP é a mais espetacular amostra viva da completa destruição da alta cultura no país, substituída pela tagarelice autopromocional de usurpadores e carreiristas barbaramente incultos e infinitamente presunçosos, cuja sobrevivência no cenário intelectual só se deve a três fatores: (1) proteção governamental, (2) interbadalação mafiosa, (3) sistemática e preventiva exclusão dos adversários reais e possíveis.
O fator 3 vem sendo aplicado com tal perseverança, que acabou por moldar a cabeça dos seus mesmos praticantes. Primeiro eles se recusam a falar de um autor, depois concluem, do seu próprio silêncio, que ele não existe. Sua regra áurea é o argumentum ad ignorantiam: “Tudo aquilo que eu não sei ou que esqueci é inexistente, nulo ou irrelevante.”
Os três citados mostraram mais ignorância da cultura brasileira do que se poderia tolerar – mas não aprovar – em alunos de ginásio.
Não vou discutir com esses palhaços. Vou fornecer ao leitor um breve mostruário daquilo que eles, tomando a sua própria ignorância como medida da realidade, dizem ser inexistente ou quase.
Eis aqui, colhidos a esmo, uns poucos nomes de escritores e outros intelectuais brasileiros de ontem e de hoje, todos mais que consagrados (muitos internacionalmente), tidos como “de direita” seja por eles próprios, seja por seus detratores esquerdistas:
Afonso d’Escragnolle Taunay
Alberto Oliva
Ângelo Monteiro
Antônio Olinto
Antônio Paim
Arthur César Ferreira Reis
Augusto Frederico Schmidt
Bruno Garschagen
Bruno Tolentino
Carlos Lacerda
Cornélio Penna
Demétrio Magnoli
Denis Rosenfield
Diogo Mainardi
Dora Ferreira da Silva
Eduardo Gianetti da Fonseca
Eduardo Prado
Eugênio Gudin
Gerardo Mello Mourão
Gilberto de Mello Kujawski
Gilberto Freyre
Gustavo Corção
Heitor de Paola
Heraldo Barbuy
Ignácio da Silva Telles
Irineu Strenger
Ives Gandra da Silva Martins
João Camilo de Oliveira Torres
João de Scantimburgo
Joaquim Nabuco
Jorge Caldeira
José Américo de Almeida
José Guilherme Merquior
José Osvaldo de Meira Penna
Josué Montello
Júlio de Mesquita Filho
Leonardo Prota
Leonel Franca (Pe.)
Lúcio Cardoso
Luís Viana Filho
Luiz Felipe Pondé
Machado de Assis
Manuel Bandeira
Maria José de Queiroz
Mário Ferreira dos Santos
Mário Guerreiro
Mário Vieira de Mello
Maurílio Penido (Pe.)
Miguel Reale
Milton Campos
Nelson Rodrigues
Nicolas Boer
Octavio de Faria
Oliveira Lima
Oliveira Vianna
Otto Maria Carpeaux (primeira fase)
Paulo Francis (segunda fase)
Paulo Mercadante
Paulo Ricardo de Azevedo (Pe.)
Pedro Calmon
Percival Puggina
Plínio Barreto
Rachel de Queiroz
Reinaldo Azevedo
Renato Cirell Czerna
Ricardo Velez Rodriguez
Roberto Campos
Roberto Fendt Júnior
Rodrigo Gurgel
Romano Galeffi
Roque Spencer Maciel de Barros
Ruy Barbosa
Vicente Ferreira da Silva
Vilém Flusser
Wilson Martins.
Faço a lista no improviso e de memória, porque tenho alguma e porque estudei. Os anões da FLIP não sabem nada, não são intelectuais exceto no sentido muito elástico e gramsciano do termo, isto é, agentes de organizações de esquerda encarregados de “ocupar espaços” na mídia, nas universidades e no movimento editorial e ali abrir vagas para seus parceiros de militância, vetando o acesso de candidatos politicamente indesejáveis. O establishment esquerdista recompensa-os generosamente ao ponto de induzir cada um à ilusão de que é mesmo, como diria Léon Bloy, “aquilo que se convencionou chamar de alguém” -- e de que tudo o mais é um vasto ninguém.
Mais que um simples escândalo literário e editorial, a FLIP deste ano é um delito de malversação de dinheiro público do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Embratel, da Petrobrás e da Eletrobrás. Pessoas que desconhecem a cultura brasileira não têm nenhum direito de representá-la e de ser subsidiadas para isso pelos já tão espoliados e exaustos contribuintes. A FLIP não é um acontecimento da esfera intelectual, é só mais um episódio banal da corrupção avassaladora que tomou conta deste país.
Olavo de Carvalho
Tentando justificar a ausência de escritores liberais e conservadores na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) deste ano, assim se pronunciaram os seus mais destacados representantes: Miguel Conde, curador: “Não acho que escritores associados à direita sejam numerosos. Tenho até dificuldade em pensar em nomes.”
Sérgio Miceli, membro da principal mesa de debates : “Bons pensadores à direita são peça rara no país.” Milton Hatoum, conferencista encarregado da palestra de abertura : “De escritor importante no Brasil, não me lembro de nenhum de direita.”
Dada a relevância dos personagens, não creio exagerar ao supor que suas opiniões e seu nível de cultura exemplificam a média dos participantes, excetuada a hipótese, hedionda mas plausível, de que ela vá daí para baixo.
Nesse sentido, a FLIP é a mais espetacular amostra viva da completa destruição da alta cultura no país, substituída pela tagarelice autopromocional de usurpadores e carreiristas barbaramente incultos e infinitamente presunçosos, cuja sobrevivência no cenário intelectual só se deve a três fatores: (1) proteção governamental, (2) interbadalação mafiosa, (3) sistemática e preventiva exclusão dos adversários reais e possíveis.
O fator 3 vem sendo aplicado com tal perseverança, que acabou por moldar a cabeça dos seus mesmos praticantes. Primeiro eles se recusam a falar de um autor, depois concluem, do seu próprio silêncio, que ele não existe. Sua regra áurea é o argumentum ad ignorantiam: “Tudo aquilo que eu não sei ou que esqueci é inexistente, nulo ou irrelevante.”
Os três citados mostraram mais ignorância da cultura brasileira do que se poderia tolerar – mas não aprovar – em alunos de ginásio.
Não vou discutir com esses palhaços. Vou fornecer ao leitor um breve mostruário daquilo que eles, tomando a sua própria ignorância como medida da realidade, dizem ser inexistente ou quase.
Eis aqui, colhidos a esmo, uns poucos nomes de escritores e outros intelectuais brasileiros de ontem e de hoje, todos mais que consagrados (muitos internacionalmente), tidos como “de direita” seja por eles próprios, seja por seus detratores esquerdistas:
Afonso d’Escragnolle Taunay
Alberto Oliva
Ângelo Monteiro
Antônio Olinto
Antônio Paim
Arthur César Ferreira Reis
Augusto Frederico Schmidt
Bruno Garschagen
Bruno Tolentino
Carlos Lacerda
Cornélio Penna
Demétrio Magnoli
Denis Rosenfield
Diogo Mainardi
Dora Ferreira da Silva
Eduardo Gianetti da Fonseca
Eduardo Prado
Eugênio Gudin
Gerardo Mello Mourão
Gilberto de Mello Kujawski
Gilberto Freyre
Gustavo Corção
Heitor de Paola
Heraldo Barbuy
Ignácio da Silva Telles
Irineu Strenger
Ives Gandra da Silva Martins
João Camilo de Oliveira Torres
João de Scantimburgo
Joaquim Nabuco
Jorge Caldeira
José Américo de Almeida
José Guilherme Merquior
José Osvaldo de Meira Penna
Josué Montello
Júlio de Mesquita Filho
Leonardo Prota
Leonel Franca (Pe.)
Lúcio Cardoso
Luís Viana Filho
Luiz Felipe Pondé
Machado de Assis
Manuel Bandeira
Maria José de Queiroz
Mário Ferreira dos Santos
Mário Guerreiro
Mário Vieira de Mello
Maurílio Penido (Pe.)
Miguel Reale
Milton Campos
Nelson Rodrigues
Nicolas Boer
Octavio de Faria
Oliveira Lima
Oliveira Vianna
Otto Maria Carpeaux (primeira fase)
Paulo Francis (segunda fase)
Paulo Mercadante
Paulo Ricardo de Azevedo (Pe.)
Pedro Calmon
Percival Puggina
Plínio Barreto
Rachel de Queiroz
Reinaldo Azevedo
Renato Cirell Czerna
Ricardo Velez Rodriguez
Roberto Campos
Roberto Fendt Júnior
Rodrigo Gurgel
Romano Galeffi
Roque Spencer Maciel de Barros
Ruy Barbosa
Vicente Ferreira da Silva
Vilém Flusser
Wilson Martins.
Faço a lista no improviso e de memória, porque tenho alguma e porque estudei. Os anões da FLIP não sabem nada, não são intelectuais exceto no sentido muito elástico e gramsciano do termo, isto é, agentes de organizações de esquerda encarregados de “ocupar espaços” na mídia, nas universidades e no movimento editorial e ali abrir vagas para seus parceiros de militância, vetando o acesso de candidatos politicamente indesejáveis. O establishment esquerdista recompensa-os generosamente ao ponto de induzir cada um à ilusão de que é mesmo, como diria Léon Bloy, “aquilo que se convencionou chamar de alguém” -- e de que tudo o mais é um vasto ninguém.
Mais que um simples escândalo literário e editorial, a FLIP deste ano é um delito de malversação de dinheiro público do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Embratel, da Petrobrás e da Eletrobrás. Pessoas que desconhecem a cultura brasileira não têm nenhum direito de representá-la e de ser subsidiadas para isso pelos já tão espoliados e exaustos contribuintes. A FLIP não é um acontecimento da esfera intelectual, é só mais um episódio banal da corrupção avassaladora que tomou conta deste país.
Reforma política: plebiscito ocorrerá em 2014, mas regras valerão só em 2016
O vice-presidente Michel Temer se reuniu nesta quinta-feira com lideranças da base aliada e disse que o próximo passo é elaborar o texto do projeto de decreto legislativo destinado a convocar a consulta popular
Agência Brasil
O vice-presidente da República, Michel Temer, que coordenou nesta quinta-feira reunião sobre reforma política, anunciou que o plebiscito sobre o tema não valerá para as eleições de 2014. Temer disse que a consulta popular deve ocorrer no próximo ano para que as novas regras sejam válidas a partir de 2016. A decisão foi tomada depois de uma manhã de reuniões, no Palácio Jaburu (residência oficial do vice-presidente), com líderes da base aliada do governo na Câmara e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
“Não há mais condições de fazer qualquer consulta antes de outubro e, não havendo condições temporais, qualquer reforma que venha, só se aplicará para as próximas eleições”, disse Temer, após a reunião. “O que é inexorável tem que ser aceito”, ressaltou ele, ao informar que a base aliada do governo no Senado será ouvida ao longo do dia.
Para que as regras fossem aplicadas em 2014, o plebiscito sobre a reforma política e o projeto modificando as normas eleitorais tinham de ser aprovadas até o dia 5 de outubro. A três meses para o fim do prazo, os parlamentares consideraram improvável fazer a consulta e aplicar as mudanças.
O vice-presidente disse que o próximo passo será os líderes dos partidos aliados na Câmara e no Senado elaborarem, em conjunto, o texto do projeto de decreto legislativo destinado a convocar a consulta popular. Os parlamentares calculam que precisarão de, pelo menos, 15 dias para concluir o projeto de decreto legislativo – instrumento usado para convocação do plebiscito.
Apenas a partir daí, senadores e deputados vão se debruçar sobre os temas que farão parte da consulta. Temer lembrou que há consenso sobre o plebiscito, porém, é possível promover mudanças no sistema político adotando outras alternativas.
Presente à reunião no Palácio Jaburu, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que a decisão não desgasta o governo. Ele negou que o adiamento do plebiscito represente um recuo. “Ao contrário [de recuo], houve uma proposta clara de plebiscito que colocou na pauta [o tema] reforma política, algo que a população brasileira reclama há décadas”, disse ele.
Cardozo ressaltou que a base aliada está afinada e apoia a consulta popular sobre os principais pontos que devem ser alterados no sistema político brasileiro. “A sociedade brasileira sairá vitoriosa. Teremos um novo modelo de sistema político. A população vai dizer como quer que sua vontade seja representada no futuro e esse é um ganho para a história nacional”, disse.
O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), ressaltou que a decisão foi baseada em regras jurídicas. “[Isso] está inviabilizado juridicamente. Existe uma forte tendência de que o plebiscito ocorra no segundo turno das eleições do ano que vem”, disse ele.
O líder do PDT na Câmara, deputado André Figueiredo (CE), ressaltou que o cuidado é para evitar efeitos negativos no futuro. “É pouco provável que consigamos correr com o prazo. Isso seria feito de forma açodada, trazendo efeitos negativos”, avaliou.
Agência Brasil
O vice-presidente da República, Michel Temer, que coordenou nesta quinta-feira reunião sobre reforma política, anunciou que o plebiscito sobre o tema não valerá para as eleições de 2014. Temer disse que a consulta popular deve ocorrer no próximo ano para que as novas regras sejam válidas a partir de 2016. A decisão foi tomada depois de uma manhã de reuniões, no Palácio Jaburu (residência oficial do vice-presidente), com líderes da base aliada do governo na Câmara e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
“Não há mais condições de fazer qualquer consulta antes de outubro e, não havendo condições temporais, qualquer reforma que venha, só se aplicará para as próximas eleições”, disse Temer, após a reunião. “O que é inexorável tem que ser aceito”, ressaltou ele, ao informar que a base aliada do governo no Senado será ouvida ao longo do dia.
Para que as regras fossem aplicadas em 2014, o plebiscito sobre a reforma política e o projeto modificando as normas eleitorais tinham de ser aprovadas até o dia 5 de outubro. A três meses para o fim do prazo, os parlamentares consideraram improvável fazer a consulta e aplicar as mudanças.
O vice-presidente disse que o próximo passo será os líderes dos partidos aliados na Câmara e no Senado elaborarem, em conjunto, o texto do projeto de decreto legislativo destinado a convocar a consulta popular. Os parlamentares calculam que precisarão de, pelo menos, 15 dias para concluir o projeto de decreto legislativo – instrumento usado para convocação do plebiscito.
Apenas a partir daí, senadores e deputados vão se debruçar sobre os temas que farão parte da consulta. Temer lembrou que há consenso sobre o plebiscito, porém, é possível promover mudanças no sistema político adotando outras alternativas.
Presente à reunião no Palácio Jaburu, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que a decisão não desgasta o governo. Ele negou que o adiamento do plebiscito represente um recuo. “Ao contrário [de recuo], houve uma proposta clara de plebiscito que colocou na pauta [o tema] reforma política, algo que a população brasileira reclama há décadas”, disse ele.
Cardozo ressaltou que a base aliada está afinada e apoia a consulta popular sobre os principais pontos que devem ser alterados no sistema político brasileiro. “A sociedade brasileira sairá vitoriosa. Teremos um novo modelo de sistema político. A população vai dizer como quer que sua vontade seja representada no futuro e esse é um ganho para a história nacional”, disse.
O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), ressaltou que a decisão foi baseada em regras jurídicas. “[Isso] está inviabilizado juridicamente. Existe uma forte tendência de que o plebiscito ocorra no segundo turno das eleições do ano que vem”, disse ele.
O líder do PDT na Câmara, deputado André Figueiredo (CE), ressaltou que o cuidado é para evitar efeitos negativos no futuro. “É pouco provável que consigamos correr com o prazo. Isso seria feito de forma açodada, trazendo efeitos negativos”, avaliou.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
"Você e o presidencialismo": o novo artigo de Gastão Reis Rodrigues Pereira
Gastão Reis Rodrigues Pereira
Empresário e economista
gastaoreis@smart30.com.br
www.smart30.com.br
“E eu com isso?”, poderia me perguntar você, caro leitor, em relação ao presidencialismo. E eu respondo: muito, muito mais do que possa imaginar à primeira vista. Não vou me prender a tecnicalidades para não tornar este artigo maçante e fugir à essência do que precisa ser dito: a enormidade dos desacertos e infortúnios que ele trouxe para a vida política do país, em especial a queda brutal da qualidade do homem público, do político brasileiro.
Presidencialismo é um sistema de governo onde se põe poder demais nas mãos de uma só pessoa, do presidente. No caso brasileiro, no arbítrio do presidente. Parlamentarismo é também um sistema de governo com a diferença marcante de que o poder é exercido de modo colegiado. Este último nos remete à praça grega onde os cidadãos livres tomavam suas decisões sobre a pólis, a cidade, democraticamente. Em poucas palavras: poder sob permanente controle dos governados. Este ponto é fundamental para entender que quando nos afastamos desse modelo, a tendência de longo prazo é criar um fosso entre governantes e governados. Os acontecimentos recentes ocorridos no congresso nacional, sem descartar os de nossa história política republicana mais remota, dão bem a medida da profundidade que esse fosso pode atingir.
Muitos são os vícios do presidencialismo. O primeiro deles é que o sistema permite que a confiança do distinto público no homem público não seja mais a pedra fundamental da vida pública. Os exemplos abundam. O mais flagrante deles é nosso velho conhecido. Qualquer político pego com a boca na botija se defende afirmando que não se provou nada em justiça contra ele. E lá ficamos nós como plateia muda aguardando anos a fio pela decisão da justiça enquanto os Malufs da vida continuam se servindo da botija, ou seja, do nosso dinheiro. O mensalão é emblemático. A queda de alguns não levou de roldão o chefão da quadrilha, até agora incólume porque não sabia de nada, como ele diz e ninguém acredita. Num regime parlamentarista, a conversa é outra. Um político cai por simples perda de confiança popular ou do próprio Parlamento nele. Não temos que provar nada em justiça.
O segundo vício, no caso brasileiro, é a castração do parlamento como fórum de debates capaz de discutir e propor iniciativas de leis que, com fre-quência indevida, partem do executivo, ou seja, do presidente da república. A isso se chamou de presidencialismo de coalizão para viabilizar a governabili-dade, sempre muito aquém do que gostaríamos. A rigor, melhor seria rotular a coisa de legislativo presidencialista em reconhecimento a quem dá as cartas.
O terceiro vício, em função da omissão do nosso parlamento, é que o orçamento federal é indicativo e não impositivo. Em português claro: o que é aprovado por nossos representantes não é necessariamente o que vai acontecer. Diferentemente do jogo do bicho, o escrito não vale. Ou pode não valer, pois o presidente dispõe de um instrumento, o contingenciamento de verbas, em que sua canetada fala mais alto. Os representantes do povo, os deputados, têm que ficar mendigando favores ao dito cujo para fazer valer os compromissos assumidos com seus eleitores. Algo do tipo o povo na fila de espera para ter vez, quando tem. Antes que você contra-argumente querendo saber como fazer isso com a falta de representatividade (e seriedade) de nossos representantes no congresso, é importante deixar claro que a adoção de um governo parlamentar pressupõe uma profunda reforma político-eleitoral-partidária capaz de pôr ordem na casa, com incentivos corretos ao surgimento de lideranças políticas de qualidade. Uma espécie de Plano Real na política.
O quarto vício não é tão óbvio, mas faz um estrago monumental no nosso dia-a-dia. Num regime parlamentar, o chefe do executivo, o primeiro-ministro, tem que prestar contas de seus atos de governo semanalmente ao Parlamento, ou seja, aos representantes do povo. Essa é uma prática de controle do poder da melhor qualidade a que nossos presidentes não estão obrigados a fazer regularmente por obra e desgraça do regime presidencialista. Na verdade, fogem até das perguntas dos jornalistas como o diabo cruz, como se fossem impertinências desrespeitosas ao grão senhor presidente.
O quinto vício é uma decorrência do anterior. Justamente por não fazerem um acompanhamento sistemático do dia a dia dos atos de governo, nossos supostos representantes no congresso se dedicam a um furor legislativo contraproducente: excesso de leis, inclusive para tentar disciplinar leis anteriores que não funcionam. Existem aquelas natimortas por baterem de frente com as leis objetivas do mercado (caso clássico de tentar tabelar preços, lição que a Argentina reluta em aprender), e ainda as que, por incompetência, são inexequíveis na prática (a reformulação da lei sobre empregados domésticos é um triste exemplo dessa variedade para não mencionar o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente no que tange à responsabilidade criminal de menores).
Poderia continuar a listar os efeitos devastadores que o famigerado presidencialismo provocou ao longo de nossa história republicana. O estrago maior foi jogar por terra uma tradição de cunho parlamentarista de quatro séculos de nossa história. Os prefeitos de nossas cidades eram os presidentes das câmaras municipais. No caso de Petrópolis, assim o era, curiosamente, até 1915, 25 anos após a proclamação da república presidencialista. Já deu para perceber, caro leitor, que os estragos do presidencialismo são muito concretos e, em boa parte, explicam nosso lento processo de desenvolvimento. E a razão é muito simples: quem paga a conta não é ouvido e está longe de ter poder de veto sobre os desatinos. Um milhão e meio de assinaturas pedindo a cabeça do atual presidente do senado, ao cair no vazio, retrata bem nossa condição de povo reduzido ao jus sperniandi, ou seja, ao triste “direito” de espernear. E haja pernas para espernear...
Empresário e economista
gastaoreis@smart30.com.br
www.smart30.com.br
“E eu com isso?”, poderia me perguntar você, caro leitor, em relação ao presidencialismo. E eu respondo: muito, muito mais do que possa imaginar à primeira vista. Não vou me prender a tecnicalidades para não tornar este artigo maçante e fugir à essência do que precisa ser dito: a enormidade dos desacertos e infortúnios que ele trouxe para a vida política do país, em especial a queda brutal da qualidade do homem público, do político brasileiro.
Presidencialismo é um sistema de governo onde se põe poder demais nas mãos de uma só pessoa, do presidente. No caso brasileiro, no arbítrio do presidente. Parlamentarismo é também um sistema de governo com a diferença marcante de que o poder é exercido de modo colegiado. Este último nos remete à praça grega onde os cidadãos livres tomavam suas decisões sobre a pólis, a cidade, democraticamente. Em poucas palavras: poder sob permanente controle dos governados. Este ponto é fundamental para entender que quando nos afastamos desse modelo, a tendência de longo prazo é criar um fosso entre governantes e governados. Os acontecimentos recentes ocorridos no congresso nacional, sem descartar os de nossa história política republicana mais remota, dão bem a medida da profundidade que esse fosso pode atingir.
Muitos são os vícios do presidencialismo. O primeiro deles é que o sistema permite que a confiança do distinto público no homem público não seja mais a pedra fundamental da vida pública. Os exemplos abundam. O mais flagrante deles é nosso velho conhecido. Qualquer político pego com a boca na botija se defende afirmando que não se provou nada em justiça contra ele. E lá ficamos nós como plateia muda aguardando anos a fio pela decisão da justiça enquanto os Malufs da vida continuam se servindo da botija, ou seja, do nosso dinheiro. O mensalão é emblemático. A queda de alguns não levou de roldão o chefão da quadrilha, até agora incólume porque não sabia de nada, como ele diz e ninguém acredita. Num regime parlamentarista, a conversa é outra. Um político cai por simples perda de confiança popular ou do próprio Parlamento nele. Não temos que provar nada em justiça.
O segundo vício, no caso brasileiro, é a castração do parlamento como fórum de debates capaz de discutir e propor iniciativas de leis que, com fre-quência indevida, partem do executivo, ou seja, do presidente da república. A isso se chamou de presidencialismo de coalizão para viabilizar a governabili-dade, sempre muito aquém do que gostaríamos. A rigor, melhor seria rotular a coisa de legislativo presidencialista em reconhecimento a quem dá as cartas.
O terceiro vício, em função da omissão do nosso parlamento, é que o orçamento federal é indicativo e não impositivo. Em português claro: o que é aprovado por nossos representantes não é necessariamente o que vai acontecer. Diferentemente do jogo do bicho, o escrito não vale. Ou pode não valer, pois o presidente dispõe de um instrumento, o contingenciamento de verbas, em que sua canetada fala mais alto. Os representantes do povo, os deputados, têm que ficar mendigando favores ao dito cujo para fazer valer os compromissos assumidos com seus eleitores. Algo do tipo o povo na fila de espera para ter vez, quando tem. Antes que você contra-argumente querendo saber como fazer isso com a falta de representatividade (e seriedade) de nossos representantes no congresso, é importante deixar claro que a adoção de um governo parlamentar pressupõe uma profunda reforma político-eleitoral-partidária capaz de pôr ordem na casa, com incentivos corretos ao surgimento de lideranças políticas de qualidade. Uma espécie de Plano Real na política.
O quarto vício não é tão óbvio, mas faz um estrago monumental no nosso dia-a-dia. Num regime parlamentar, o chefe do executivo, o primeiro-ministro, tem que prestar contas de seus atos de governo semanalmente ao Parlamento, ou seja, aos representantes do povo. Essa é uma prática de controle do poder da melhor qualidade a que nossos presidentes não estão obrigados a fazer regularmente por obra e desgraça do regime presidencialista. Na verdade, fogem até das perguntas dos jornalistas como o diabo cruz, como se fossem impertinências desrespeitosas ao grão senhor presidente.
O quinto vício é uma decorrência do anterior. Justamente por não fazerem um acompanhamento sistemático do dia a dia dos atos de governo, nossos supostos representantes no congresso se dedicam a um furor legislativo contraproducente: excesso de leis, inclusive para tentar disciplinar leis anteriores que não funcionam. Existem aquelas natimortas por baterem de frente com as leis objetivas do mercado (caso clássico de tentar tabelar preços, lição que a Argentina reluta em aprender), e ainda as que, por incompetência, são inexequíveis na prática (a reformulação da lei sobre empregados domésticos é um triste exemplo dessa variedade para não mencionar o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente no que tange à responsabilidade criminal de menores).
Poderia continuar a listar os efeitos devastadores que o famigerado presidencialismo provocou ao longo de nossa história republicana. O estrago maior foi jogar por terra uma tradição de cunho parlamentarista de quatro séculos de nossa história. Os prefeitos de nossas cidades eram os presidentes das câmaras municipais. No caso de Petrópolis, assim o era, curiosamente, até 1915, 25 anos após a proclamação da república presidencialista. Já deu para perceber, caro leitor, que os estragos do presidencialismo são muito concretos e, em boa parte, explicam nosso lento processo de desenvolvimento. E a razão é muito simples: quem paga a conta não é ouvido e está longe de ter poder de veto sobre os desatinos. Um milhão e meio de assinaturas pedindo a cabeça do atual presidente do senado, ao cair no vazio, retrata bem nossa condição de povo reduzido ao jus sperniandi, ou seja, ao triste “direito” de espernear. E haja pernas para espernear...
sábado, 15 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
A carta de despedida de D.Pedro I para seu filho D. Pedro II
O reconhecimento internacional da Independência, em decorrência dos tratados firmados com Portugal (1825) e Inglaterra (1826), assim como a perda da Província Cisplatina, que se tornou o estado independente do Uruguai, afetaram as finanças do Império e contribuíram para o desgaste político do imperador D.Pedro I.Paralelamente, com a morte de d. João VI (1826), cresciam os embates em torno da sucessão ao trono português, entre d. Pedro, herdeiro legítimo, e seu irmão d. Miguel. D. Pedro abdicou em favor de sua filha, Maria da Glória, afastando assim os temores de uma nova união entre Brasil e Portugal. Esses acontecimentos contribuíram para que d. Pedro I abdicasse ao trono brasileiro, no dia 7 de abril de 1831, partindo para Portugal. Aqui ficou seu filho Pedro de apenas cinco anos de idade como futuro imperador.
Carta de Despedida de d. Pedro I para seu filho D. Pedro II
"Meu querido filho, e meu imperador. Muito lhe agradeço a carta que me escreveu, eu mal a pude ler porque as lágrimas eram tantas que me impediam a ver; agora que me acho, apesar de tudo, um pouco mais descansado, faço esta para lhe agradecer a sua, e para certificar-lhe que enquanto vida tiver as saudades jamais se extinguirão em meu dilacerado coração. Deixar filhos, pátria e amigos, não pode haver maior sacrifício; mas levar a honra ilibada, não pode haver maior glória. Lembre-se sempre de seu pai, ame a sua e a minha pátria, siga os conselhos que lhe derem aqueles que cuidarem na sua educação, e conte que o mundo o há de admirar, e que me hei de encher de ufania por ter um filho digno da pátria. Eu me retiro para a Europa: assim é necessário para que o Brasil sossegue, o que Deus permita, e possa para o futuro chegar àquele grau de prosperidade de que é capaz. Adeus, meu amado filho, receba a benção de seu pai que se retira saudoso e sem mais esperanças de o ver.”
D. Pedro de Alcântara
Bordo da Nau Warspite
12 de abril de 1831
Carta de Despedida de d. Pedro I para seu filho D. Pedro II
"Meu querido filho, e meu imperador. Muito lhe agradeço a carta que me escreveu, eu mal a pude ler porque as lágrimas eram tantas que me impediam a ver; agora que me acho, apesar de tudo, um pouco mais descansado, faço esta para lhe agradecer a sua, e para certificar-lhe que enquanto vida tiver as saudades jamais se extinguirão em meu dilacerado coração. Deixar filhos, pátria e amigos, não pode haver maior sacrifício; mas levar a honra ilibada, não pode haver maior glória. Lembre-se sempre de seu pai, ame a sua e a minha pátria, siga os conselhos que lhe derem aqueles que cuidarem na sua educação, e conte que o mundo o há de admirar, e que me hei de encher de ufania por ter um filho digno da pátria. Eu me retiro para a Europa: assim é necessário para que o Brasil sossegue, o que Deus permita, e possa para o futuro chegar àquele grau de prosperidade de que é capaz. Adeus, meu amado filho, receba a benção de seu pai que se retira saudoso e sem mais esperanças de o ver.”
D. Pedro de Alcântara
Bordo da Nau Warspite
12 de abril de 1831
Livro sobre o Museu do Oratório é reeditado
Obra reúne 162 oratórios e mais de 300 imagens dos séculos
17 ao 19.
A primeira experiência da empresária Angela Gutierrez de doar parte significativa de sua coleção de obras de arte sacra para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ocorreu em 1998, quando inaugurou o Museu do Oratório, em Ouro Preto. “Aprendi a fazer museus e vivi a situação de transformar um acervo particular em público. Foi uma decisão difícil”, lembra. Dali em diante, ela repetiu o feito quando abriu, em Belo Horizonte, o Museu de Artes e Ofícios (MAO). Agora, prepara-se para abrir, em Tiradentes, o Museu das Santanas. A instituição, que deverá ser inaugurada no ano que vem, terá 260 imagens da coleção de Angela. Elas também serão doadas ao patrimônio nacional. Os primeiros capítulos importantes dessa história foram relatados no livro 'Museu do Oratório', numa edição rapidamente esgotada. Devido ao interesse despertado, a obra acaba de ser revista e foi lançada somente para convidados no mês passado 23/05, no MAO.
Em 180 páginas, a obra apresenta 162 oratórios e mais de 300 imagens, datados dos séculos 17 ao 19. As peças integram a coleção permanente do Museu do Oratório, idealizado e coordenado pela colecionadora e empresária. Para além do aspecto artístico, o oratório é objeto devocional, em forma de nicho, em que se entronizam imagens sacras e perante o qual se ora. Como arte, exprime esteticamente o sentimento religioso, revelando universo de características culturais presentes naquele momento da colonização do país, e que, de alguma forma, perpetua-se até o presente nas tradições.
A primeira versão do livro foi editada há 15 anos. A repercussão foi tanta que não demorou para a edição de luxo se esgotar rapidamente. Revista e ampliada, em publicação colorida e produzida em papel couchê fosco, a nova edição, com coordenação editorial de José Eduardo Gonçalves e Silvia Rubião, da Conceito Editorial, ganhou atualizações. As imagens foram ampliadas em tamanho e quantidade. O livro, que vem com DVD contendo visita virtual ao Museu do Oratório, traz a classificação completa dos oratórios: de alcova; de algibeira; bala; de viagem; pingente; de convento; de esmoler; de esmoler dos mercedários; de salão; ermida; ermida de esmoler; afro-brasileiro; rústico de salão; lapinha; bala erudito; e conchas.
O Museu do Oratório representa algo único no país, fruto do trabalho incansável do empresário Flávio Gutierrez, que, mais adiante, encontrou no entusiasmo da filha fiel e importante aliada na preservação desse legado dos tempos coloniais. Caracterizando-se pela diversidade de tipos, tamanhos e materiais, o acervo oferece detalhes valiosos da arquitetura, pintura, vestuário e costumes da época em que foram produzidos.
Desde a sua inauguração, a repercussão da instituição tem sido intensa, tendo sido visitada até então por cerca de 1,5 milhão de pessoas. O que mais atrai as atenções é a forma como foi pensada expograficamente, dispondo os oratórios em três andares, de acordo com as tipologias, funcionalidades, curiosidades e beleza rara das peças. Há outra curiosidade que cerca o museu. O casarão histórico do século 18 foi onde, durante algum tempo, viveu o maior artista brasileiro de todos os tempos: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814). Situado no adro da Igreja do Carmo, o prédio setecentista foi especialmente recuperado e equipado com modernos recursos tecnológicos para a atual destinação.
A obra será vendida a partir de julho, no Museu do Oratório e no Museu de Artes e Ofícios. Informações: (31) 3248-8600.
A primeira experiência da empresária Angela Gutierrez de doar parte significativa de sua coleção de obras de arte sacra para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ocorreu em 1998, quando inaugurou o Museu do Oratório, em Ouro Preto. “Aprendi a fazer museus e vivi a situação de transformar um acervo particular em público. Foi uma decisão difícil”, lembra. Dali em diante, ela repetiu o feito quando abriu, em Belo Horizonte, o Museu de Artes e Ofícios (MAO). Agora, prepara-se para abrir, em Tiradentes, o Museu das Santanas. A instituição, que deverá ser inaugurada no ano que vem, terá 260 imagens da coleção de Angela. Elas também serão doadas ao patrimônio nacional. Os primeiros capítulos importantes dessa história foram relatados no livro 'Museu do Oratório', numa edição rapidamente esgotada. Devido ao interesse despertado, a obra acaba de ser revista e foi lançada somente para convidados no mês passado 23/05, no MAO.
Em 180 páginas, a obra apresenta 162 oratórios e mais de 300 imagens, datados dos séculos 17 ao 19. As peças integram a coleção permanente do Museu do Oratório, idealizado e coordenado pela colecionadora e empresária. Para além do aspecto artístico, o oratório é objeto devocional, em forma de nicho, em que se entronizam imagens sacras e perante o qual se ora. Como arte, exprime esteticamente o sentimento religioso, revelando universo de características culturais presentes naquele momento da colonização do país, e que, de alguma forma, perpetua-se até o presente nas tradições.
A primeira versão do livro foi editada há 15 anos. A repercussão foi tanta que não demorou para a edição de luxo se esgotar rapidamente. Revista e ampliada, em publicação colorida e produzida em papel couchê fosco, a nova edição, com coordenação editorial de José Eduardo Gonçalves e Silvia Rubião, da Conceito Editorial, ganhou atualizações. As imagens foram ampliadas em tamanho e quantidade. O livro, que vem com DVD contendo visita virtual ao Museu do Oratório, traz a classificação completa dos oratórios: de alcova; de algibeira; bala; de viagem; pingente; de convento; de esmoler; de esmoler dos mercedários; de salão; ermida; ermida de esmoler; afro-brasileiro; rústico de salão; lapinha; bala erudito; e conchas.
O Museu do Oratório representa algo único no país, fruto do trabalho incansável do empresário Flávio Gutierrez, que, mais adiante, encontrou no entusiasmo da filha fiel e importante aliada na preservação desse legado dos tempos coloniais. Caracterizando-se pela diversidade de tipos, tamanhos e materiais, o acervo oferece detalhes valiosos da arquitetura, pintura, vestuário e costumes da época em que foram produzidos.
Desde a sua inauguração, a repercussão da instituição tem sido intensa, tendo sido visitada até então por cerca de 1,5 milhão de pessoas. O que mais atrai as atenções é a forma como foi pensada expograficamente, dispondo os oratórios em três andares, de acordo com as tipologias, funcionalidades, curiosidades e beleza rara das peças. Há outra curiosidade que cerca o museu. O casarão histórico do século 18 foi onde, durante algum tempo, viveu o maior artista brasileiro de todos os tempos: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814). Situado no adro da Igreja do Carmo, o prédio setecentista foi especialmente recuperado e equipado com modernos recursos tecnológicos para a atual destinação.
A obra será vendida a partir de julho, no Museu do Oratório e no Museu de Artes e Ofícios. Informações: (31) 3248-8600.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
José Bonifácio: comemoração dos 250 anos de nascimento terá atividades culturais em Santos
Duas atividades culturais irão integrar na quinta (13) as comemorações pelos 250 anos de nascimento de José Bonifácio de Andrada e Silva. O município se transformará na capital do Estado, com a vinda do governador Geraldo Alckmin, e promoverá apresentação teatral ao ar livre na Praça Mauá, às 17h, e concerto da Orquestra Sinfônica, no Teatro Municipal (av. Pinheiro Machado, 48), às 20h.
As intervenções e performances sobre a vida do santista ilustre fazem parte da primeira fase do evento ‘Ópera Samba José Bonifácio de Andrada e Silva – Herói da Pátria – Patriarca da Independência’, com apoio da prefeitura e participação de 250 atores da região.
“As apresentações serão uma prévia do grande espetáculo, previsto para os dias 7 e 8 de setembro, no mesmo local, com cerca de 900 participantes”, explica o diretor geral do evento, Tanah Corrêa. O texto é de Orleyd Faya; música de Gil Nuno Vaz; direção de arte, Sonia Arashiro e Carla Lacerda; direção técnica, Dagoberto Costa, e de movimento, Maristela Sild.
Mísica
Já concerto especial da Orquestra Sinfônica Municipal contará com a exibição da pianista Marlene Akel, que interpreta a ‘Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro’ (Louis Moureau Gottschalk). Em seguida, a Sinfônica executa programa composto pela ‘Abertura Coriolano’ (Beethoven) e o ‘Concerto de Trompa nº 1’ (Richard Strauss), com participação do solista André Ficarelli.
Ao final, toca a ‘Sinfonia nº 94 em Sol Maior – Surpresa’ (Haydn). A regência será do maestro-assistente, José Consani, que faz sua estreia à frente da Sinfônica. Os ingressos gratuitos (dois por pessoa) estarão disponíveis na bilheteria do teatro na quinta, às 14h. Informações: 3226-8000.
Prefeitura de Santos
As intervenções e performances sobre a vida do santista ilustre fazem parte da primeira fase do evento ‘Ópera Samba José Bonifácio de Andrada e Silva – Herói da Pátria – Patriarca da Independência’, com apoio da prefeitura e participação de 250 atores da região.
“As apresentações serão uma prévia do grande espetáculo, previsto para os dias 7 e 8 de setembro, no mesmo local, com cerca de 900 participantes”, explica o diretor geral do evento, Tanah Corrêa. O texto é de Orleyd Faya; música de Gil Nuno Vaz; direção de arte, Sonia Arashiro e Carla Lacerda; direção técnica, Dagoberto Costa, e de movimento, Maristela Sild.
Mísica
Já concerto especial da Orquestra Sinfônica Municipal contará com a exibição da pianista Marlene Akel, que interpreta a ‘Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro’ (Louis Moureau Gottschalk). Em seguida, a Sinfônica executa programa composto pela ‘Abertura Coriolano’ (Beethoven) e o ‘Concerto de Trompa nº 1’ (Richard Strauss), com participação do solista André Ficarelli.
Ao final, toca a ‘Sinfonia nº 94 em Sol Maior – Surpresa’ (Haydn). A regência será do maestro-assistente, José Consani, que faz sua estreia à frente da Sinfônica. Os ingressos gratuitos (dois por pessoa) estarão disponíveis na bilheteria do teatro na quinta, às 14h. Informações: 3226-8000.
Prefeitura de Santos
Livros proibidos são expostos na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro
A Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro (RJ), exibe até o dia 5 de julho a exposição É Proibido… mas a Rainha Pode. São 20 obras que fazem parte da coleção de livros de dona Maria I, rainha de Portugal e mãe de dom João VI.
Alguns destes livros foram proibidos pela Santa Inquisição e deveriam ter sido queimados, mas eles permaneceram guardados nas estantes da corte, escapando assim da destruição. Quando a Família Real veio para o Brasil, em 1808, trouxe de navio um acervo estimado em cerca de 60 mil obras, incluindo essas que deveriam ter sido destinadas à fogueira.
A curadora da mostra, a bibliotecária Ana Virginia Pinheiro, acredita que uma das possibilidades é que os bibliotecários da Real Bibliotheca provavelmente esconderam esses livros, por meio de catalogações que não revelavam os nomes dos autores e anotações que omitiam as passagens consideradas problemáticas pela Igreja.
No livro Regitrum Huius Operis Libri Cronicarum cum Figuris et Ymagibus ab Inicio Mundi, por exemplo, que pretende contar a história do mundo e foi publicado em 1493, o verbete sobre a papisa Joana foi rasurado e coberto por papeis colados. A papisa teria vivido no século IX e, com identidade masculina, ingressou em um mosteiro, chegando a cardeal e depois a papa, sucedendo Leão IV e adotando o nome de João VII. Para alguns, os registros teriam sido destruídos para apagar sua memória.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
11 de Junho: Batalha Naval do Riachuelo
Marinha do Brasil
A Batalha Naval do Riachuelo é considerada decisiva na Guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina) contra o Paraguai. O conflito militar, que ocorreu entre 1864 e 1870, foi o maior da América do Sul.
A guerra começou após a invasão da província brasileira de Mato Grosso, por tropas paraguaias, sob ordem do presidente Francisco Solano Lopez. O governante, que chegou ao poder após a morte do seu pai, Carlos Antônio Lopez, impôs uma política externa mais agressiva e passou a intervir em conflitos na região.
O ataque do Paraguai foi uma retaliação à interferência brasileira na guerra civil do Uruguai, em 1864, quando o presidente Atanasio Aguirre foi deposto e o seu rival, Venancio Flores, empossado. Tal intervenção contrariou os planos políticos e as alianças de Solano Lopez. O presidente considerou a invasão do Uruguai um ato de guerra do Brasil contra os interesses do seu país e iniciou as hostilidades.
Logo em seguida, a Argentina se envolveu na guerra, após vetar o pedido do Paraguai para atravessar seu território com tropas em direção ao Rio Grande do Sul. Com a negativa, Lopez invadiu a província argentina de Corrientes.
O Paraguai estava se mobilizando para uma possível guerra desde o início de 1864. Lopez se julgava mais forte e acreditava que teria o apoio do Partido Blanco uruguaio e dos partidários argentinos de Justo José de Urquiza, que exercia o poder na província argentina de Entre Rios. Tal aliança, no entanto, não ocorreu. A derrota em Riachuelo, em 11 de Junho de 1865, acabou com a possibilidade de uma vitória rápida.
Esquadra brasileira
No início da Guerra da Tríplice Aliança, a Esquadra brasileira dispunha de 45 navios armados. Desses, 33 eram de propulsão mista - à vela e a vapor - e 12 dependiam exclusivamente do vento. O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (Arsenal da Corte) passara por uma modernização, em meados do século XIX. Assim, diversos navios do início da guerra foram projetados e construídos no Brasil.
As embarcações eram, portanto, adequadas para operar no mar, e não nas condições de navegabilidade restrita e águas pouco profundas, como as dos rios Paraná e Paraguai. A possibilidade de encalhar era um perigo constante. Além disso, os navios possuíam casco de madeira, muito vulneráveis à artilharia de terra que ficavam posicionadas nas margens.
Esquadra paraguaia
A esquadra paraguaia possuía 32 navios, incluindo embarcações retidas do Brasil e Argentina no início da guerra. Desse total, 24 eram navios de propulsão mista – a maioria de madeira, movida por rodas de pás. Embora todos fossem adequados para navegar nos rios, somente uma embarcação, o Taquari, era um verdadeiro navio de guerra.
Diante da necessidade de usar equipamentos mais modernos, os paraguaios desenvolveram a chata com canhão como arma de guerra. Tinha um fundo achatado, sem propulsão, com um canhão de seis polegadas de calibre. Era rebocada até o local onde seria posicionada. A embarcação transportava apenas a guarnição do canhão. Sua borda ficava próxima à superfície da água, deixando à vista um reduzidíssimo alvo, em que se via somente a boca do canhão.
Antecedentes da Batalha
Coube ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Visconde de Tamandaré, depois Marquês de Tamandaré, o comando das Forças Navais do Brasil em Operações de Guerra contra o Paraguai. A Marinha do Brasil representava praticamente a totalidade do Poder Naval nas operações de guerra. O Comando-Geral dos Exércitos Aliados era exercido pelo Presidente da República da Argentina, General Bartolomeu Mitre.
Os rios Paraná e Paraguai eram as artérias de comunicação que garantiam o transporte de suprimentos de guerra ao Paraguai. Dessa forma, a estratégia adotada pelos aliados foi o bloqueio naval. As forças brasileiras foram organizadas em três divisões. Uma permaneceu no Rio da Prata e as outras duas subiram o Rio Paraná para efetivar o bloqueio.
Com o avanço das tropas paraguaias ao longo da margem esquerda do Paraná, Tamandaré resolveu designar seu Chefe do Estado-Maior, o Chefe-de-Divisão (posto que correspondia a Comodoro, em outras Marinhas) Francisco Manoel Barroso da Silva, para comandar a Força Naval.
Barroso partiu de Montevidéu, em 28 de abril de 1865, a bordo da Fragata Amazonas, e se juntou à força naval em Bela Vista.
A primeira missão de Barroso foi um ataque à cidade argentina de Corrientes, ocupada pelos paraguaios. A operação de desembarque transcorreu sem problemas no dia 25 de maio. Contudo, não foi possível manter o controle da cidade e, logo depois, ela foi evacuada. Ficou evidente que a presença da Força Naval brasileira deixaria o flanco dos invasores sempre muito vulnerável. Era necessário destruí-la, e isso motivou Solano López a planejar a ação que levaria à Batalha Naval do Riachuelo.
Batalha
A Força Naval Brasileira, comandada por Barroso, estava fundeada no Rio Paraná, próxima à Cidade de Corrientes, na madrugada do dia 11 de junho de 1865.
O plano do Paraguai era surpreender os navios brasileiros na alvorada do dia 11, abordá-los e, após a vitória, rebocá-los para a cidade paraguaia de Humaitá (onde estava localizada uma fortaleza de mesmo nome).
Para aumentar o poder de fogo, a Força Naval paraguaia, comandada pelo Capitão-de-Fragata Pedro Ignácio Mezza, rebocava seis chatas com canhões. A Ponta de Santa Catalina, próxima à foz do Riachuelo, foi ocupada pelos paraguaios. Havia também tropas de Infantaria posicionadas para atirar nos navios brasileiros que escapassem.
No dia 11 de junho, aproximadamente às 9hs, a Força Naval brasileira avistou os navios paraguaios descendo o rio e se preparou para o combate. Às 9h25 foram disparados os primeiros tiros de artilharia. A Força Naval paraguaia passou pela brasileira, ainda imobilizada, e foi se abrigar junto à foz do Riachuelo.
A Força Naval brasileira desceu o rio, perseguindo os paraguaios. Sem saber que a margem estava artilhada, o comandante Francisco Manoel Barroso da Silva deteve seu capitânia (nau que leva o comandante), a Fragata Amazonas, para impedir uma possível fuga dos paraguaios.
Com a manobra inesperada, algumas das embarcações brasileiras retrocederam e a Fragata Jequitinhonha encalhou em frente às baterias de Santa Catalina. O primeiro navio da linha, o Belmonte, passou por Riachuelo separado dos outros, sendo alvo do fogo concentrado do inimigo. Depois, encalhou propositadamente, para não afundar.
Corrigindo sua manobra, Barroso assumiu o comando dos outros navios brasileiros e fez a passagem, combatendo a artilharia da margem sob a fuzilaria das tropas paraguaias. Completou-se assim, aproximadamente às 12h, a primeira fase da batalha. Até então, o resultado era insatisfatório para o Brasil.
O Belmonte estava fora de ação, a Jequitinhonha encalhada e, o Parnaíba, com avaria no leme, havia sido dominado pelo inimigo, apesar da resistência heróica dos brasileiros como o Guarda-Marinha Greenhalgh e o Marinheiro Marcílio Dias, que lutaram até a morte. Diante do cenário, Barroso decidiu regressar. Desceu o rio, fez a volta com os seis navios restantes e, logo depois, estava novamente em Riachuelo.
Tirando vantagem do porte da Amazonas, Barroso usou seu navio para abalroar e inutilizar as embarcações paraguaias e vencer a batalha. Quatro navios inimigos fugiram perseguidos pelos brasileiros.
No fim da tarde de 11 de junho, a vitória era brasileira. A esquadra paraguaia havia sido praticamente aniquilada e não teria mais participação relevante no conflito. Estava, também, garantido o bloqueio que impediria que o Paraguai recebesse armamentos do exterior. Foi a primeira grande vitória da Tríplice Aliança na guerra e, por isso, muito comemorada.
Com a vitória em Riachuelo, a retirada dos paraguaios da margem esquerda do Paraná e a rendição dos invasores em Uruguaiana, os aliados acreditaram que guerra terminaria logo. Isso, porém, não ocorreu.
O Paraguai era um país mobilizado e Humaitá ainda era uma fortaleza invencível para os navios de madeira que venceram a Batalha Naval do Riachuelo. A guerra foi longa, difícil e causou muitas mortes e sacrifícios.
A Batalha Naval do Riachuelo é considerada decisiva na Guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina) contra o Paraguai. O conflito militar, que ocorreu entre 1864 e 1870, foi o maior da América do Sul.
A guerra começou após a invasão da província brasileira de Mato Grosso, por tropas paraguaias, sob ordem do presidente Francisco Solano Lopez. O governante, que chegou ao poder após a morte do seu pai, Carlos Antônio Lopez, impôs uma política externa mais agressiva e passou a intervir em conflitos na região.
O ataque do Paraguai foi uma retaliação à interferência brasileira na guerra civil do Uruguai, em 1864, quando o presidente Atanasio Aguirre foi deposto e o seu rival, Venancio Flores, empossado. Tal intervenção contrariou os planos políticos e as alianças de Solano Lopez. O presidente considerou a invasão do Uruguai um ato de guerra do Brasil contra os interesses do seu país e iniciou as hostilidades.
Logo em seguida, a Argentina se envolveu na guerra, após vetar o pedido do Paraguai para atravessar seu território com tropas em direção ao Rio Grande do Sul. Com a negativa, Lopez invadiu a província argentina de Corrientes.
O Paraguai estava se mobilizando para uma possível guerra desde o início de 1864. Lopez se julgava mais forte e acreditava que teria o apoio do Partido Blanco uruguaio e dos partidários argentinos de Justo José de Urquiza, que exercia o poder na província argentina de Entre Rios. Tal aliança, no entanto, não ocorreu. A derrota em Riachuelo, em 11 de Junho de 1865, acabou com a possibilidade de uma vitória rápida.
Esquadra brasileira
No início da Guerra da Tríplice Aliança, a Esquadra brasileira dispunha de 45 navios armados. Desses, 33 eram de propulsão mista - à vela e a vapor - e 12 dependiam exclusivamente do vento. O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (Arsenal da Corte) passara por uma modernização, em meados do século XIX. Assim, diversos navios do início da guerra foram projetados e construídos no Brasil.
As embarcações eram, portanto, adequadas para operar no mar, e não nas condições de navegabilidade restrita e águas pouco profundas, como as dos rios Paraná e Paraguai. A possibilidade de encalhar era um perigo constante. Além disso, os navios possuíam casco de madeira, muito vulneráveis à artilharia de terra que ficavam posicionadas nas margens.
Esquadra paraguaia
A esquadra paraguaia possuía 32 navios, incluindo embarcações retidas do Brasil e Argentina no início da guerra. Desse total, 24 eram navios de propulsão mista – a maioria de madeira, movida por rodas de pás. Embora todos fossem adequados para navegar nos rios, somente uma embarcação, o Taquari, era um verdadeiro navio de guerra.
Diante da necessidade de usar equipamentos mais modernos, os paraguaios desenvolveram a chata com canhão como arma de guerra. Tinha um fundo achatado, sem propulsão, com um canhão de seis polegadas de calibre. Era rebocada até o local onde seria posicionada. A embarcação transportava apenas a guarnição do canhão. Sua borda ficava próxima à superfície da água, deixando à vista um reduzidíssimo alvo, em que se via somente a boca do canhão.
Antecedentes da Batalha
Coube ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Visconde de Tamandaré, depois Marquês de Tamandaré, o comando das Forças Navais do Brasil em Operações de Guerra contra o Paraguai. A Marinha do Brasil representava praticamente a totalidade do Poder Naval nas operações de guerra. O Comando-Geral dos Exércitos Aliados era exercido pelo Presidente da República da Argentina, General Bartolomeu Mitre.
Os rios Paraná e Paraguai eram as artérias de comunicação que garantiam o transporte de suprimentos de guerra ao Paraguai. Dessa forma, a estratégia adotada pelos aliados foi o bloqueio naval. As forças brasileiras foram organizadas em três divisões. Uma permaneceu no Rio da Prata e as outras duas subiram o Rio Paraná para efetivar o bloqueio.
Com o avanço das tropas paraguaias ao longo da margem esquerda do Paraná, Tamandaré resolveu designar seu Chefe do Estado-Maior, o Chefe-de-Divisão (posto que correspondia a Comodoro, em outras Marinhas) Francisco Manoel Barroso da Silva, para comandar a Força Naval.
Barroso partiu de Montevidéu, em 28 de abril de 1865, a bordo da Fragata Amazonas, e se juntou à força naval em Bela Vista.
A primeira missão de Barroso foi um ataque à cidade argentina de Corrientes, ocupada pelos paraguaios. A operação de desembarque transcorreu sem problemas no dia 25 de maio. Contudo, não foi possível manter o controle da cidade e, logo depois, ela foi evacuada. Ficou evidente que a presença da Força Naval brasileira deixaria o flanco dos invasores sempre muito vulnerável. Era necessário destruí-la, e isso motivou Solano López a planejar a ação que levaria à Batalha Naval do Riachuelo.
Batalha
A Força Naval Brasileira, comandada por Barroso, estava fundeada no Rio Paraná, próxima à Cidade de Corrientes, na madrugada do dia 11 de junho de 1865.
O plano do Paraguai era surpreender os navios brasileiros na alvorada do dia 11, abordá-los e, após a vitória, rebocá-los para a cidade paraguaia de Humaitá (onde estava localizada uma fortaleza de mesmo nome).
Para aumentar o poder de fogo, a Força Naval paraguaia, comandada pelo Capitão-de-Fragata Pedro Ignácio Mezza, rebocava seis chatas com canhões. A Ponta de Santa Catalina, próxima à foz do Riachuelo, foi ocupada pelos paraguaios. Havia também tropas de Infantaria posicionadas para atirar nos navios brasileiros que escapassem.
No dia 11 de junho, aproximadamente às 9hs, a Força Naval brasileira avistou os navios paraguaios descendo o rio e se preparou para o combate. Às 9h25 foram disparados os primeiros tiros de artilharia. A Força Naval paraguaia passou pela brasileira, ainda imobilizada, e foi se abrigar junto à foz do Riachuelo.
A Força Naval brasileira desceu o rio, perseguindo os paraguaios. Sem saber que a margem estava artilhada, o comandante Francisco Manoel Barroso da Silva deteve seu capitânia (nau que leva o comandante), a Fragata Amazonas, para impedir uma possível fuga dos paraguaios.
Com a manobra inesperada, algumas das embarcações brasileiras retrocederam e a Fragata Jequitinhonha encalhou em frente às baterias de Santa Catalina. O primeiro navio da linha, o Belmonte, passou por Riachuelo separado dos outros, sendo alvo do fogo concentrado do inimigo. Depois, encalhou propositadamente, para não afundar.
Corrigindo sua manobra, Barroso assumiu o comando dos outros navios brasileiros e fez a passagem, combatendo a artilharia da margem sob a fuzilaria das tropas paraguaias. Completou-se assim, aproximadamente às 12h, a primeira fase da batalha. Até então, o resultado era insatisfatório para o Brasil.
O Belmonte estava fora de ação, a Jequitinhonha encalhada e, o Parnaíba, com avaria no leme, havia sido dominado pelo inimigo, apesar da resistência heróica dos brasileiros como o Guarda-Marinha Greenhalgh e o Marinheiro Marcílio Dias, que lutaram até a morte. Diante do cenário, Barroso decidiu regressar. Desceu o rio, fez a volta com os seis navios restantes e, logo depois, estava novamente em Riachuelo.
Tirando vantagem do porte da Amazonas, Barroso usou seu navio para abalroar e inutilizar as embarcações paraguaias e vencer a batalha. Quatro navios inimigos fugiram perseguidos pelos brasileiros.
No fim da tarde de 11 de junho, a vitória era brasileira. A esquadra paraguaia havia sido praticamente aniquilada e não teria mais participação relevante no conflito. Estava, também, garantido o bloqueio que impediria que o Paraguai recebesse armamentos do exterior. Foi a primeira grande vitória da Tríplice Aliança na guerra e, por isso, muito comemorada.
Com a vitória em Riachuelo, a retirada dos paraguaios da margem esquerda do Paraná e a rendição dos invasores em Uruguaiana, os aliados acreditaram que guerra terminaria logo. Isso, porém, não ocorreu.
O Paraguai era um país mobilizado e Humaitá ainda era uma fortaleza invencível para os navios de madeira que venceram a Batalha Naval do Riachuelo. A guerra foi longa, difícil e causou muitas mortes e sacrifícios.
Câmara Municipal de Niterói abre exposição sobre o Brasil Colônia
Iniciativa serve para que a classe política, os empresários, historiadores e segmentos ligados a cultura iniciassem uma mobilização para a reconstrução do Palacete de Dom João VI
Eduardo Garnier – ASCOM CMN
A abertura da exposição “Visão Prospectiva do Museu Histórico da Villa Real da Praia Grande e da Imperial Cidade de Niterói”, inaugurada pelo presidente da Câmara, vereador Paulo Bagueira (PPS), no Salão Nobre do Legislativo, no dia 13 de maio, serviu para que a classe política, os empresários, historiadores e segmentos ligados a cultura iniciassem uma mobilização para a reconstrução do Palacete de Dom João VI. O prédio histórico, que ficava localizado no Largo de São Domingos e que por tantas vezes acolheu a Família Imperial, foi demolido após a Proclamação da República, como que “para apagar a memória do Brasil Império”.
A exposição, organizada pelo Círculo Monárquico Dom Pedro II de Niterói em parceria com a Câmara, reúne imagens do Brasil-Colônia, suas igrejas e cidades históricas, moedas antigas, maquetes de caravelas, mapas, brasões, a evolução do transporte ferroviário e documentos históricos que ficam em exibição até 28 de junho, de 10 às 17 horas, no Salão Nobre, no terceiro andar da Casa. Mas, entre tantas preciosidades, a grande vedete mesmo é a maquete do Palacete, produzida em pesquisa iconográfica feita pelos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense.
“Estamos partindo para a 22ª geração de portugueses no Brasil. Começamos nossa segunda etapa para o resgate da memória do Brasil-Império, a primeira foi a sanção da lei. Com a reconstrução do Palacete de Dom João ali será a sede do Museu Histórico da Vila Real da Praia Grande em Niterói. Fui a Portugal para obter o mapa original da Vila e a escritura de doação estava sumida. Só encontramos na seção de manuscritos da Biblioteca Nacional, é um documento que sequer foi transcrito”, conta o presidente do Círculo Monárquico, professor Francisco Tomasco de Albuquerque.
LEI DE 2012 MANDA RECONSTRUIR
A Lei 6.215, de abril de 2012, de autoria do deputado estadual Comte Bittencourt (PPS), sancionada e publicada pelo governador Sérgio Cabral, determina a reconstrução do Palacete de Dom João VI em local próximo ao que foi demolido. “Pela lei que aprovamos, o Museu da Vila Real vai abrigar objetos, fotografias, filmes, documentos e outros elementos da Vila Real. Também está previsto em lei que, até a construção definitiva, o material ficará em instalações provisórias de um próprio estadual. O espaço também vai abrigar o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, parceiro nessa empreitada”, revela Comte Bittencourt, um dos presentes ao evento.
Para o presidente da Câmara a iniciativa tem todo apoio do Legislativo. “Vamos levar a ideia ao conjunto dos vereadores, acionar nosso diretor Cultural, Sohail Saud, e o chefe do Arquivo de Documentação, Rubens Carrilho, para que a coisa comece a fluir. Aqui mesmo onde funcionava o antigo restaurante da Casa, pensamos em organizar um museu histórico da Câmara, que pode até funcionar conjuntamente com o Museu da Vila Real. As nossas autoridades executivas ligadas à Cultura também estão sendo chamadas a contribuir”, diz Bagueira.
Além dos já citados também estiveram presentes o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Waldemar Zveiter; o superintendente de Artes de São Gonçalo, De Luna Freire; o historiador Salvador Mata e Silva; o presidente do Grupo Mônaco de Cultura; diretores de escolas; jornalistas; e demais convidados. Diversas personalidades receberam a Medalha do Círculo Monárquico e Certificados de Colaborador Emérito.
DOM JOÃO E O PALACETE
Em dezembro de 1815, três dias após elevar o Brasil à categoria de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o então príncipe-regente Dom João VI, tendo ao seu lado toda a Família Real, desembarcava, pela primeira vez, em terras niteroienses e após as manobras militares todos seguem para a residência do Capitão Thomaz Soares de Andrade, no Largo de São Domingos. A casa foi oferecida para descanso de Dom João e sua família, que ali ficaram por dois dias, só retornando à Corte, no Rio de Janeiro, em 22 de dezembro. Depois da primeira visita, Dom João só retornaria à Praia Grande em março de 1816, após a morte da rainha Maria I. Em maio do mesmo ano Dom João volta para comemorar seu aniversário, em 13 de maio. “A última vez em que Dom João visitou a cidade foi acontecer três anos mais tarde. Recebido com grande festa, pernoita em seu palacete, depois de passar pela Igreja de São Domingos. No dia seguinte a comitiva cruza a Estrada de Inoã e passa o dia em Maricá antes de retornar ao Rio”, revela o professor Tomasco.
Eduardo Garnier – ASCOM CMN
A abertura da exposição “Visão Prospectiva do Museu Histórico da Villa Real da Praia Grande e da Imperial Cidade de Niterói”, inaugurada pelo presidente da Câmara, vereador Paulo Bagueira (PPS), no Salão Nobre do Legislativo, no dia 13 de maio, serviu para que a classe política, os empresários, historiadores e segmentos ligados a cultura iniciassem uma mobilização para a reconstrução do Palacete de Dom João VI. O prédio histórico, que ficava localizado no Largo de São Domingos e que por tantas vezes acolheu a Família Imperial, foi demolido após a Proclamação da República, como que “para apagar a memória do Brasil Império”.
A exposição, organizada pelo Círculo Monárquico Dom Pedro II de Niterói em parceria com a Câmara, reúne imagens do Brasil-Colônia, suas igrejas e cidades históricas, moedas antigas, maquetes de caravelas, mapas, brasões, a evolução do transporte ferroviário e documentos históricos que ficam em exibição até 28 de junho, de 10 às 17 horas, no Salão Nobre, no terceiro andar da Casa. Mas, entre tantas preciosidades, a grande vedete mesmo é a maquete do Palacete, produzida em pesquisa iconográfica feita pelos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense.
“Estamos partindo para a 22ª geração de portugueses no Brasil. Começamos nossa segunda etapa para o resgate da memória do Brasil-Império, a primeira foi a sanção da lei. Com a reconstrução do Palacete de Dom João ali será a sede do Museu Histórico da Vila Real da Praia Grande em Niterói. Fui a Portugal para obter o mapa original da Vila e a escritura de doação estava sumida. Só encontramos na seção de manuscritos da Biblioteca Nacional, é um documento que sequer foi transcrito”, conta o presidente do Círculo Monárquico, professor Francisco Tomasco de Albuquerque.
LEI DE 2012 MANDA RECONSTRUIR
A Lei 6.215, de abril de 2012, de autoria do deputado estadual Comte Bittencourt (PPS), sancionada e publicada pelo governador Sérgio Cabral, determina a reconstrução do Palacete de Dom João VI em local próximo ao que foi demolido. “Pela lei que aprovamos, o Museu da Vila Real vai abrigar objetos, fotografias, filmes, documentos e outros elementos da Vila Real. Também está previsto em lei que, até a construção definitiva, o material ficará em instalações provisórias de um próprio estadual. O espaço também vai abrigar o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, parceiro nessa empreitada”, revela Comte Bittencourt, um dos presentes ao evento.
Para o presidente da Câmara a iniciativa tem todo apoio do Legislativo. “Vamos levar a ideia ao conjunto dos vereadores, acionar nosso diretor Cultural, Sohail Saud, e o chefe do Arquivo de Documentação, Rubens Carrilho, para que a coisa comece a fluir. Aqui mesmo onde funcionava o antigo restaurante da Casa, pensamos em organizar um museu histórico da Câmara, que pode até funcionar conjuntamente com o Museu da Vila Real. As nossas autoridades executivas ligadas à Cultura também estão sendo chamadas a contribuir”, diz Bagueira.
Além dos já citados também estiveram presentes o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Waldemar Zveiter; o superintendente de Artes de São Gonçalo, De Luna Freire; o historiador Salvador Mata e Silva; o presidente do Grupo Mônaco de Cultura; diretores de escolas; jornalistas; e demais convidados. Diversas personalidades receberam a Medalha do Círculo Monárquico e Certificados de Colaborador Emérito.
DOM JOÃO E O PALACETE
Em dezembro de 1815, três dias após elevar o Brasil à categoria de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o então príncipe-regente Dom João VI, tendo ao seu lado toda a Família Real, desembarcava, pela primeira vez, em terras niteroienses e após as manobras militares todos seguem para a residência do Capitão Thomaz Soares de Andrade, no Largo de São Domingos. A casa foi oferecida para descanso de Dom João e sua família, que ali ficaram por dois dias, só retornando à Corte, no Rio de Janeiro, em 22 de dezembro. Depois da primeira visita, Dom João só retornaria à Praia Grande em março de 1816, após a morte da rainha Maria I. Em maio do mesmo ano Dom João volta para comemorar seu aniversário, em 13 de maio. “A última vez em que Dom João visitou a cidade foi acontecer três anos mais tarde. Recebido com grande festa, pernoita em seu palacete, depois de passar pela Igreja de São Domingos. No dia seguinte a comitiva cruza a Estrada de Inoã e passa o dia em Maricá antes de retornar ao Rio”, revela o professor Tomasco.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
O STF e o congresso; a república e a Monarquia
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| Plenário do Supremo Tribunal Federal |
Diante desses fatos, é possível perguntar: qual instituição é mais confiável, o STF de Joaquim Barbosa ou o congresso nacional de José Sarney? Claro que se trata de uma pergunta retórica, pois não é possível imaginar nenhum ser humano de posse plena das faculdades mentais que opte pelo congresso. Isso nos leva a outra pergunta: porque os representantes dos poderes executivo e legislativo estão tão frequentemente envolvidos em corrupção e fraudes, como o caso PC Farias (que levou ao impedimento de Collor), a destinação questionável do dinheiro das privatizações (para não citar o polêmico processo de privatização das teles) na era tucana, e – last but, not least – o tal mensalão, uma tentativa de golpe institucional que consistiu no uso de dinheiro público para promover a compra do poder legislativo pelo poder executivo (apoiado por um aparato criminoso "nuncantisvistonestóriadessepaís")?
A resposta com certeza passa por um aspecto, que na verdade é o central nessa questão: na política brasileira não é exigida nenhuma qualificação (nem mesmo saber ler, como é o caso do deputado Tiririca) da parte de quem pleteia uma vaga no legislativo ou no executivo. O único atributo que um indivíduo precisa para ocupar um lugar nesses poderes é "uma imensa popularidade", ou seja, ter o nome reconhecido por uma grande multidão de detentores de títulos de eleitor. Tal requisito acaba desembocando diretamente na ideia do "falem mal, mas falem de mim", ou seja: quanto mais a imprensa denuncia os corruptos, mais seus nomes são gravados no incosnciente das massas, gerando assim o efeito contrário ao pretendido, eles passam a receber cada vez mais votos. Esse processo esse fica evidente na expressiva e invejável votação de Paulo Maluf e tantos outros fichas-sujas nas últimas eleições
Por outro lado, para o ingresso em uma instituição como o STF, o pré-requisito é uma longa jornada de dedicação, formação intelectual e acadêmica. Não estou dizendo, com isso, que a intelectualidade desenvolvida impede alguém de ser picareta (e a prova disso é um dos juízes citados no primeiro parágrafo – o outro não demonstra apreço pela retórica, e portanto, nem pelo pensamento em si mesmo; chegou ao ridículo de justificar um dos votos com um "porque sim"; assim sendo, não cabe no exemplo). Contudo, a dedicação à construção intelectual e o fato do próprio trabalho depender diretamente de um vasto arcabouço teórico, além de alguma formação humanística e um pouco de cultura geral, impede que essas pessoas dediquem a totalidade da própria energia vital para fins menos nobres; tais como adequar a fala (e consequentemente próprio o pensamento) para sempre caber no gosto do maior número de pessoas, nem que para isso seja necessário sacrificar a lógica, o discernimento, e fazer uso de falácias e erística. Tal esquizofrenia por si só possui poder para transformar alguém até razoavelmente honesto em um mitomaníaco contumaz, movido pela força do hábito. Além disso, os cargos no STF são vitalícios. Essa característica libera os juízes do imperativo de tomar decisões motivadas por agradar a "opinião pública" ou garantir a eleição do sucessor do mesmo partido. O que os tornam ainda mais independentes para exercer com dignidade a função para a qual foram designados.
É necessário sempre lembrar que o que torna uma decisão ou conduta mais ou menos apropriada, sob qualquer ponto de vista sobretudo o moral, não é, nunca foi e jamais será a quantidade de pessoas que aprovam ou desaprovam tal decisão ou conduta, nem o carisma que o decisor é capaz de despertar nas massas. Também nunca é demais lembrar que Hitler chegou ao poder eleito por voto direito da maioria do povo alemão. Assim, a despeito de toda a propaganda ideológica que permeia a cultura dos países republicanos, promovida com o objetivo de fazer identificar a ideia de "democracia" com a de "ditadura da maioria", devemos reavaliar enquanto nação qual o verdadeiro sentido da palavra "democracia". O Brasil da época de D. Pedro II que era uma democracia de verdade, pois havia o poder moderador, cuja função era a de um "contra-peso" em relação à vontade acéfala das massas. Se quisermos que o país volte a ser a nação que já foi um dia, precisamos tomar providências para colocar limites ao imperativo de seguir cegamente os ditames da maioria. Sobretudo em uma época em que a grande "maioria" dos indivíduos estão ensandecidos por ideologias falaciosas que conduzem a nação para o precipício.
Um país cujos mais bem preparados não reivindicam para si o exercício da vocação natural para tomar decisões e abre mão dela em prol de um ideal completamente deturpado de "democracia" é como uma família cujo pai deixa os três filhos decidirem como será gasto o orçamento doméstico, a lista de compras do supermercado, se querem ou não ir à escola, etc. Ou ainda, um avião em pleno voo cujos passageiros decidem que é "anti-democratico" que apenas uma única e mesma pessoa venha sempre pilotando o avião em todas as viagens e decidem criar um revesamento para dar a chance de todos conduzirem a aeronave um pouco, afinal todos são iguais e possuem os mesmos "direitos". É preciso deixar os discursos falaciosos de lado e enxergar a realidade que se apresenta clara como o meio dia. A primeira providência a ser tomada é restabelecer a monarquia, uma forma de governo mais parecida com o funcionanemento do STF (baseado em uma longa preparação para exercer um cargo vitalício) do que com o do congresso (ingresso baseado na "fama", o que gera práticas como populismo e demagogia, com o obejtivo de manter o poder). Se você está cansando de Josés Sarneys, Fernandos Collors, Paulos Malufs, Tiriricas e Lulas, se você confia mais no STF do que no congresso então – por extensão – você reconhece a superioridade do Regime Monárquico em relação ao republicano.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Mensagem de Natal

Chegamos ao final de mais uma etapa e aí vem aquela ponta de esperança. Esperança em Jesus, o menino Deus que morreu na cruz para nos salvar.
Natal é a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro.
Natal é o aniversário de JESUS, isso é tudo, tão simples e tão lindo. Natal é a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro.
Em nome da Diretoria e do Conselho do IBI Instituto Brasil Imperial, desejo a todos um Feliz Natal e que o Ano Novo, chegue com muita luz, paz, prosperidade e com a fé que tudo realiza!
Comendador Antonyo da Cruz
IBI - Instituto Brasil Imperial
www.brasilimperial.org.br
Presidente Executivo
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
A princesa Dona Isabel: uma mulher cristã a serviço do povo brasileiro
Atualmente estamos vendo um renascimento do interesse por uma dos vultos mais importantes e significativos da monarquia brasileira e, ao mesmo tempo, da segunda metade do século XIX e início o XX. Trata-se da princesa Isabel. Uma mulher simples que conseguiu, de forma rara, fundir a nobreza, a fé cristã e a atividade política. Já no século XIX a princesa Dona Isabel conseguiu colocar em prática o ideal de união entre os valores do Evangelho e a experiência política. Esse ideal é defendido e incentivado pela Igreja. De forma rara e surpreendente a princesa Dona Isabel conseguiu unir duas grandes virtudes, sendo elas: a fé cristã e o serviço público ao povo brasileiro.
De um lado, a princesa Dona Isabel foi à mulher que soube viver radicalmente a fé e os valores do Evangelho. Mulher de oração, seu modelo de mulher era a Virgem Maria, boa esposa e ótima mãe. Do outro lado, ela foi uma mulher a frente do seu tempo.
Muito antes de se falar em emancipação e de participação da mulher na vida pública, a princesa Dona Isabel já estava mergulhada e engajada nas lutas políticas do Brasil. No entanto, é preciso ressaltar que, ao contrário de muitos políticos e homens públicos que atualmente são encontrados no Brasil e em muitos outros países do mundo, políticos profissionais preocupados com o acumulo de riqueza e de poder; a princesa Dona Isabel foi uma mulher que levou para dentro da vida pública os valores do Evangelho e a doutrina da Igreja. Por causa disso ela conseguiu estar a serviço do povo brasileiro. Um serviço prestado, por exemplo, na luta contra a escravidão, pela difusão da cultura e da educação.
A princesa Dona Isabel não foi uma política profissional, ou seja, o tipo de pessoa que vive em busca de cargos e honrarias do Estado. Exerceu sim com muita humildade os cargos previstos na constituição, sendo a princesa Dona Isabela primeira senadora do Brasil, cargo a que tinha direito como herdeira do trono a partir dos 25 anos de idade, segundo a constituição imperial brasileira de 1824 - a primeira carta constitucional do Brasil.
Assumiu por três vezes a regência do império durante as viagens do imperador Pedro II ao exterior. Na sua primeira regência (1871-1873), sancionou a Lei do Ventre Livre, pela qual libertou os filhos que nascessem de mãe escrava. Seu segundo período na regência ocorreu quando da viagem de Pedro II aos Estados Unidos (1876-1877). Na sua terceira oportunidade como regente (1887-1889), sancionou a lei que abolia a escravidão, a Lei Áurea, em 13 de maio (1888). A decisão valeu à princesa imperial a condecoração Rosa de Ouro, concedida pelo papa Leão XIII.
Em grande medida, sua luta foi silenciosa, nos bastidores da vida política brasileira. Com isso, na condição de filha do imperador e de princesa, ela soube usar o prestígio que desfrutava em prol das grandes lutas sociais do seu tempo.
É preciso ressaltar que essa luta não foi marcada pelo espírito antirreligioso e antievangélico que está em moda nos círculos de intelectuais do Brasil e de outras partes do mundo. Sua luta foi alicerçada pelo Evangelho, pela devoção a Virgem Maria e, por conseguinte, pela doutrina cristã.
Em grande medida, a princesa Dona Isabel só conseguiu ser a grande figura feminina da política brasileira do século XIX, porque sempre esteve fundamentada na fé cristã.
Por causa disso ela, um personagem do século XIX, é um modelo a ser seguido pelos homens e mulheres do século XXI. Homens e mulheres que, muitas vezes, ficam perdidos diante de tantos modismos, de tantas exigências de competência e de superação profissional. A princesa Dona Isabel nos apresenta uma vida simples, marcada pela oração, mas rica em lutas sociais. Esse é um estilo de vida que se seguido por nós poderá ajudar muitos brasileiros – (e não somente as mulheres as quais ela é representante) – a superarem o medo e a angustia que nascem no cotidiano e irem à busca da santificação pessoal e da transformação das estruturas sociais.
Ivanaldo Santos (ivanaldosantos@yahoo.com.br)
Filósofo
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Socialismo Moreno
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| Darcy Ribeiro, ideólogo de uma variação do Nazismo, o "socialismo moreno" |
Essa
semana me deparei com o conceito de “socialismo moreno” na Internet. Criação do
ideólogo Darcy Ribeiro. Segundo o autor, seria necessário construir no Brasil
um “socialismo diferente do que ocorreu na Europa”, ao qual ele chamou de “socialismo
moreno”. Pode parecer um termo esdruxulo (e é), mas por trás dessa aparente
pilhéria, há uma ideia bem nefasta.
Basta que se analise com seriedade o “pensamento” do autor. "QUAL A RELAÇÃO SE PROCURA ESTABELECER ENTRE A COR DA PELE E O MODELO DE PRODUÇÃO?" De que forma a especificidade da configuração racial de um povo poderia redimir o ideal marxista das 200 milhões de mortes que tal ideal provocou ao longo das tentativas de implantação do mesmo.
Por outra: se o “SOCIALISMO DOS DE RAÇA MESTIÇA” seria diferente do SOCIALISMO QUE SE LHE OPÕE (O SOCIALISMO DOS DE RAÇA NÃO-MESTIÇA), de que forma a “mesticidade” do povo brasileiro poderia gerar essa diferença e assegurar que a implantação de tal modelo não viria a cometer os mesmos insucessos e as mesmas atrocidades que cometeu em todos os lugares onde foi implantado????
Aliás, é IMPORTANTE notar que nem criativo o enunciado é, porque a proposta do controle estatal dos meios de produção unido à exaltação da configuração racial predominante na população do país no qual se quer implantar tal controle já foi feita ANTES pelo National Sozialismus alemão, com resultados amplamente conhecidos por todos.
A diferença é que Hitler fazia apologia populista dos cidadãos de raça pura, enquanto Darcy Ribeiro faz apologia populista dos cidadãos de raça mista, dessa forma RESTA EVIDENTE À LÓGICA que se trata de um NAZISMO COM SINAL TROCADO. Qual será o próximo passo da implantação do ideal ribeiriano no Brasil? Mandar os não-mestiços para câmaras de gás?
Da mesma forma que o fato de Monteiro Lobato ser o maior escritor infanto-juvenil em Língua Portuguesa não habilita as obras dele a disseminar (o que a esquerda vê como) racismo, ANALOGAMENTE o fato da esquerda ficar ouriçada diante da mera menção do nome “Darcy Ribeiro” não o coloca acima da lei. E, no Brasil, NAZISMO É CRIME. Portanto, os mesmos mecanismos jurídicos que foram movidos para censurar Monteiro lobato, devem ser movidos para deter a disseminação desse NAZISMO TROPICAL RIBEIRIANO.
Justiça em Evidência
Artigo de Plínio Zabeu,
Clique aqui para ler o original
Como já tem sido comentado com muita freqüência, em 2003 tinha início um novo tipo de governo. Aquele que fora por muito pouco tempo um operário, passando a líder sindicalista, “profissão” que exerceu por décadas, além de colaborar na fundação de um novo partido político, Lula assumia o cargo de presidente do país que saíra de um terrível período econômico e se livrara do mal inflacionário além de controlar bem as atividades governamentais. Isso tudo aconteceu com as eficientes decisões conhecidas por todos os que de alguma maneira se interessavam, e assim continuam, pelo andamento do país.
Sempre é bom lembrar que o partido vencedor fora criado com úteis propósitos, visando o fim da politicagem e da corrupção que, pouca ou até muita, sempre existiram.
Todos esperavam uma nova era, pois o governo que se findava, executou uma admirável política de transição entre a eleição e a posse, colocando com clareza tudo o que existia nos diversos setores.
Clique aqui para ler o original
Como já tem sido comentado com muita freqüência, em 2003 tinha início um novo tipo de governo. Aquele que fora por muito pouco tempo um operário, passando a líder sindicalista, “profissão” que exerceu por décadas, além de colaborar na fundação de um novo partido político, Lula assumia o cargo de presidente do país que saíra de um terrível período econômico e se livrara do mal inflacionário além de controlar bem as atividades governamentais. Isso tudo aconteceu com as eficientes decisões conhecidas por todos os que de alguma maneira se interessavam, e assim continuam, pelo andamento do país.
Sempre é bom lembrar que o partido vencedor fora criado com úteis propósitos, visando o fim da politicagem e da corrupção que, pouca ou até muita, sempre existiram.
Todos esperavam uma nova era, pois o governo que se findava, executou uma admirável política de transição entre a eleição e a posse, colocando com clareza tudo o que existia nos diversos setores.
Uma nova era que, com alternância de poderes, caracterizava
a real democracia.
O presidente inicialmente fez bem a sua parte que foi seguir fielmente os princípios
recebidos da administração anterior e, auxiliado pelo desenvolvimento
extraordinário da economia mundial – que não acontecia desde os anos 70 – tinha
tudo para fazer uma ótima administração
marcando época.
Mas algo aconteceu de ruim. Os princípios declarados do
partido não foram seguidos e a corrupção, que a maioria acreditava que teria
fim, na realidade foi estimulada, foi alimentada com a facilidade de
apropriação de dinheiro público e foi criada a atuação hoje conhecida como
mensalão. Foi graças à denúncia de um dos envolvidos (deputado depois
cassado) mais a imprensa livre, que o povo tomou conhecimento de tudo.
O presidente perdeu uma ótima oportunidade de se firmar como
extraordinário comandante e, pelo
contrário, colaborou e até participou (como hoje sabemos claramente) da
atividade corrupta. Usou toda sua
autoridade e prestígio popular para encobrir tudo e declarando que se tratava
de uma atividade bastante comum, também conhecida como Caixa 2 (atividade
criminosa como bem definiu uma ministra do STF).
Muito dinheiro correu nas altas esferas. Apoios foram
comercializados para fortalecimento do
partido principal e aliados. A
partir de 2006 tudo já era sabido. E por que nada foi feito para combater o
crime? A culpa de tudo cabe exatamente à oposição, que simplesmente se calou
diante do horrendo espetáculo. Não se sebe realmente o motivo.
Parece que também no PSDB houve algo parecido para favorecer
um político mineiro. Mas existiram também os componentes da parte boa.
Autoridades e imprensa não se calaram. O mensalão foi duramente criticado até
que algo finalmente foi feito.
Demorou muito sim, mas agora, 6 anos depois,
estamos assistindo a um julgamento sério, ou “quase sério” já que entre os
ministros do STF existem dois intimamente ligados ao partido comandante. Mas o que se nota é o progresso da seriedade,
mesmo levando em conta o comentário de Lula sobre o julgamento: “A condenação
dos réus Dirceu, Genoino e Delúbio não passa de
hipocrisia”. Imaginem se um ex presidente poderia assim classificar uma
decisão da mais alta corte judicial do país? No Brasil isso pode até acontecer.
Mas não deixa de ser uma grave ofensa aos ministros da mais alta corte.
O caso caminha para a reta final. Falam em recursos internacionais como se isso fosse possível e viável. O que o brasileiro decente espera é a condenação dos corruptos para que se inicie uma nova fase na política brasileira. Obrigado, senhores miniistros
O caso caminha para a reta final. Falam em recursos internacionais como se isso fosse possível e viável. O que o brasileiro decente espera é a condenação dos corruptos para que se inicie uma nova fase na política brasileira. Obrigado, senhores miniistros
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Homenagem 15 de Outubro - Dia do Monarquista
Antonyo da Cruz
Presidente Executivo do IBI
Tudo tem início em uma quarta feira, 22 de abril de 1500, quando a frota de Cabral sob os auspícios do Rei Dom Manoel I, chega à Terra de Vera Cruz, e a primeira missa é rezada no domingo seguinte dia 26 por Frei Henrique de Coimbra.
E assim nasceu mais o abençoado estado português batizado com o nome de Brasil. Em 26 de janeiro de 1532, Martin Afonso de Souza fundou a primeira vila portuguesa na América, que se chamou de São Vicente. Em 22 de agosto do mesmo ano ocorreu a primeira eleição das Américas, sendo eleitos os primeiros oficiais (vereadores) da Câmara da vila de São Vicente.
Em 1549 foi criado cargo de Governador-Geral do Brasil, por D. João III, como forma de incrementar a presença da Administração de Portugal no Estado Português na América (Brasil), Tomé de Sousa, foi nomeado o primeiro governador-geral.
Já o cargo de Vice-Rei foi instituído pela primeira vez em 1640, pelo rei Filipe III. Contudo, nem todos os governadores coloniais que lhe sucederam ao longo dos setenta anos seguintes usaram o título de ViceRei, sendo este apenas conferido a mais alta fidalguia, foram eles: Jorge de Mascarenhas o Marquês de Montalvão foi nomeado por Filipe IV de Espanha como 1º vice-rei do Brasil (1640).
D. Vasco Mascarenhas, o Conde de Óbidos, foi o 2º vice-rei do Brasil. D. Pedro António de Menezes Noronha de Albuquerque o Marquês de Angeja, foi o 3º vice-rei do Brasil. Dom Fernando José de Portugal e Castro, Marquês de Aguiar e Dom Marcos de Noronha e Brito Conde dos Arcos, foram respectivamente os 14º e 15º, e últimos vice-reis do Brasil.
A função de Vice-Rei deixou de existir após a chegada de D. João VI, em 1808. Em Dezembro de 1815, o Brasil foi elevado da condição de Estado a Reino integrado na Coroa de Portugal, formando-se assim o chamado Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Com a Independencia em 1822 foi instituido o Império do Brasil (1822-1889), e em 12 de outubro de 1822, o Príncipe D. Pedro foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 01 de dezembro.
A elevação de Pedro II ao trono imperial em 1831, por contar com 5 anos de idade, foi criada uma regência para governar em seu lugar até que atingisse a maioridade. Em 18 de julho de 1841, Dom Pedro II foi aclamado, coroado e consagrado. Governou até a quartelada em 15 de novembro de 1889.
Homenageamos neste dia 15 de outubro todos os personagens da história monarquista desde a chegada de Cabral ao Brasil, e também todos aqueles monarquistas que continuam até hoje fazendo e contando a história da monarquia brasileira.
Tantos monarquistas eméritos poderiam ser enumerados, desde 1889 continuaram apoiando e defendendo a Família Imperial Brasileira e o sistema parlamentarista monárquico constitucional.
No início dos anos 90 do século passado participaram ativamente da campanha do plesbicito de abril de 1993 que propunha o retorno da monarquia no Brasil. E não pararam por ai tantos os Decanos como os Jovens Monarquistas permanecem na luta, agindo para atingir o objetivo – a restauração do Sistema Parlamentarista Monárquico Constitucional do Império Brasileiro, um mecanismo institucional evoluído, moderno, experimentado em países democráticos, com alto IDH e estabilidade política, que possa vir a somar positivamente com a nossa forte economia e nossas riquezas como nação.
Assim sendo o Instituto Brasil Imperial Instituí-o o dia 15 de outubro como o Dia do Monarquista em nosso país, e presta assim justa homenagem a todos os monarquistas do Brasil.
Comemorações
Presidente Executivo do IBI
Tudo tem início em uma quarta feira, 22 de abril de 1500, quando a frota de Cabral sob os auspícios do Rei Dom Manoel I, chega à Terra de Vera Cruz, e a primeira missa é rezada no domingo seguinte dia 26 por Frei Henrique de Coimbra.
E assim nasceu mais o abençoado estado português batizado com o nome de Brasil. Em 26 de janeiro de 1532, Martin Afonso de Souza fundou a primeira vila portuguesa na América, que se chamou de São Vicente. Em 22 de agosto do mesmo ano ocorreu a primeira eleição das Américas, sendo eleitos os primeiros oficiais (vereadores) da Câmara da vila de São Vicente.
Em 1549 foi criado cargo de Governador-Geral do Brasil, por D. João III, como forma de incrementar a presença da Administração de Portugal no Estado Português na América (Brasil), Tomé de Sousa, foi nomeado o primeiro governador-geral.
Já o cargo de Vice-Rei foi instituído pela primeira vez em 1640, pelo rei Filipe III. Contudo, nem todos os governadores coloniais que lhe sucederam ao longo dos setenta anos seguintes usaram o título de ViceRei, sendo este apenas conferido a mais alta fidalguia, foram eles: Jorge de Mascarenhas o Marquês de Montalvão foi nomeado por Filipe IV de Espanha como 1º vice-rei do Brasil (1640).
D. Vasco Mascarenhas, o Conde de Óbidos, foi o 2º vice-rei do Brasil. D. Pedro António de Menezes Noronha de Albuquerque o Marquês de Angeja, foi o 3º vice-rei do Brasil. Dom Fernando José de Portugal e Castro, Marquês de Aguiar e Dom Marcos de Noronha e Brito Conde dos Arcos, foram respectivamente os 14º e 15º, e últimos vice-reis do Brasil.
A função de Vice-Rei deixou de existir após a chegada de D. João VI, em 1808. Em Dezembro de 1815, o Brasil foi elevado da condição de Estado a Reino integrado na Coroa de Portugal, formando-se assim o chamado Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Com a Independencia em 1822 foi instituido o Império do Brasil (1822-1889), e em 12 de outubro de 1822, o Príncipe D. Pedro foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 01 de dezembro.
A elevação de Pedro II ao trono imperial em 1831, por contar com 5 anos de idade, foi criada uma regência para governar em seu lugar até que atingisse a maioridade. Em 18 de julho de 1841, Dom Pedro II foi aclamado, coroado e consagrado. Governou até a quartelada em 15 de novembro de 1889.
Homenageamos neste dia 15 de outubro todos os personagens da história monarquista desde a chegada de Cabral ao Brasil, e também todos aqueles monarquistas que continuam até hoje fazendo e contando a história da monarquia brasileira.
Tantos monarquistas eméritos poderiam ser enumerados, desde 1889 continuaram apoiando e defendendo a Família Imperial Brasileira e o sistema parlamentarista monárquico constitucional.
No início dos anos 90 do século passado participaram ativamente da campanha do plesbicito de abril de 1993 que propunha o retorno da monarquia no Brasil. E não pararam por ai tantos os Decanos como os Jovens Monarquistas permanecem na luta, agindo para atingir o objetivo – a restauração do Sistema Parlamentarista Monárquico Constitucional do Império Brasileiro, um mecanismo institucional evoluído, moderno, experimentado em países democráticos, com alto IDH e estabilidade política, que possa vir a somar positivamente com a nossa forte economia e nossas riquezas como nação.
Assim sendo o Instituto Brasil Imperial Instituí-o o dia 15 de outubro como o Dia do Monarquista em nosso país, e presta assim justa homenagem a todos os monarquistas do Brasil.
Comemorações
Aconteceu no salão nobre da Casa de Portugal em São Paulo a comemoração do Dia do Monarquista (15 de outubro), instituído pelo IBI (Instituto Brasil Imperial) em 14 de janeiro de 2012, conforme registro nº 632873 do 3º oficio de registro de títulos e documentos da Capital de São Paulo.
No almoço comemorativo o Comendador Antonyo da Cruz, presidente do IBI, fez a entrega de certificado alusivo ao Dia do Monarquista, às seguintes autoridades monárquicas: SAIR D. Bertrand de Orleans e Bragança Príncipe Imperial do Brasil, ao Dr. José Guilherme Beccari Presidente da Pró-Monarquia e o Dr. Júlio Rodrigues Presidente da Casa de Portugal.
No almoço comemorativo o Comendador Antonyo da Cruz, presidente do IBI, fez a entrega de certificado alusivo ao Dia do Monarquista, às seguintes autoridades monárquicas: SAIR D. Bertrand de Orleans e Bragança Príncipe Imperial do Brasil, ao Dr. José Guilherme Beccari Presidente da Pró-Monarquia e o Dr. Júlio Rodrigues Presidente da Casa de Portugal.
Palavra do Presidente outubro 2012: Hora de Acordar

Causa estranheza que até agora não se falou em devolução ao tesouro nacional, do dinheiro desviado para negócios ilícitos e compra de votos para aprovação de projetos que estão levando nosso país à esquerdização de nosso sistema politico e a submissão do povo ao Estado.
Até quando vamos continuar a pagar os impostos ao governo e em vez de vermos o retorno em estrutura e serviços públicos, assistimos diariamente a farta distribuição de verbas a deputados e senadoras para aprovarem a enxurrada de medidas provisória enviadas pelo governo para votação.
Passamos também por uma onda de violência sem precedentes, a guerra civil já é um fato só falta ser declarada, até parece que as Farc se mudou da Colômbia para o Brasil, e dizer que tudo isso começou no início dos anos 80 quanto um ex-exilado politico foi eleito Governador de Estado.
Foi voz corrente à época no folclore policial carioca que Leonel de Moura Brizola usou armas ilícitas para ganhar a eleição para Governador do Estado do Rio de Janeiro nas eleições de 1982 para o mandato de (1983-1986), Brizola fez um acordo com os traficantes Jose Carlos dos Reis Encina (o Escadinha) e com seu irmão Paulo dos Reis Encina (o Paulo Maluco).
Com o apoio do também traficante Paulo Roberto de Mouro Lima (o Meio Quilo), o Japonês, entre outros, e escadinha e Paulo Maluco Leonel Brizola ganhou estourado a votação nos morros e favelas do Rio de Janeiro. Em troca, eleito, Brizola garantiu o “livre comércio” de drogas, sem a interferência policial.
Nada está escrito para atestar esse acordo criminoso, mas um fato é certo o povo lembra muito bem que a polícia foi proibida de subir os morros, os helicópteros policiais defesos de sobrevoarem as favelas; assim, estas e outras resoluções favoráveis ao fortalecimento da marginalidade, tomadas pela Casa Civil de Brizola, fizeram com que a polícia não conseguisse mais controlar o crescimento das quadrilhas/bandos organizados, como Comando Vermelho, Falange Jacaré, etc.
Hoje para darmos satisfação ao mundo (copa e olimpíadas) foram criadas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), é claro que aplaudimos a iniciativa, porem o problema não fica totalmente resolvido, para adentrar no morro primeiro o povo é avisado através de intensa vinculação na mídia e é lógico que os bandidos vão cantar em outro galinheiro, ou estão achando que eles vão ficar esperando a policia tomar conta da favela.
È dito que para se ganhar uma guerra é necessário fechar um flanco de cada vez até que o inimigo seja totalmente encurralado, mas essa estratégia milenar não está sendo usada pela nossa policia, é lógico e nem poderia. De que adianta prender um Escadinha, um Paulo Louco se os grandes fornecedores, aqueles que compram no exterior e distribuem aos Escadinhas e aos Paulos nunca são presos. Se o governo quiser realmente resolver o problema ele pode e tem as ferramentas necessárias, é só lançar mãos dos Arapongas e da Policia Federal e efetuar a prisão de não mais de 20 milionários que podem talvez estar disfarçados das mais diversas atividades tais com de Grandes Empresários ou até mesmo de Poderosos Políticos.
E o pior é que não temos em quem nos apoiar, não temos um chefe de Estado que detenha o quarto poder (poder moderador) para promover o equilíbrio das instituições e a segurança da nação trazendo um bem estar ao povo, hoje o poder está concentrado em uma só pessoa que manda e desmanda à sua vontade sem dar satisfação a ninguém, é uma ditadura muito bem disfarçada de democracia.
Acorda Brasil, quanto mais demorar mais difícil fica, vamos todos por as mãos à Obra pelo futuro da Nação.
Comendador Antonyo da Cruz
IBI-Instituto Brasil Imperial
Presidente Executivo
Comendador Antonyo da Cruz
IBI-Instituto Brasil Imperial
Presidente Executivo
sábado, 20 de outubro de 2012
10% do PIB para a educação, uma péssima notícia
Aumentar os gastos com educação de 5,1% para 10% do PIB esperando que isso se reverta em uma melhora no sistema de ensino, faz tanto sentido quanto dizer ao dono do posto “Olha, eu vou passar a te pagar o dobro do que você está cobrando pelo litro de gasolina e, em contra partida, no futuro você vai me vender uma gasolina que faça meu carro andar mais com a mesma quantidade de litros".
A principal notícia dessa semana foi a de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Deputados aprovou a elevação dos gastos com educação dos atuais 5,1% do PIB para 10% do PIB. A informação é apresentada pela mídia como uma "conquista popular", conforme você pode conferir no texto abaixo:
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Deputados deu um passo importante, nesta terça-feira (16), para criar as condições materiais para superar as deficiências representadas por um dos principais problemas brasileiros, a educação. A CCJ aprovou o projeto criando o Plano Nacional de Educação (PNE), que determina a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área de Educação.
[...]
Lutar pelos 10% do PIB para a educação é a tarefa desta geração, disse Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), que comemorou a decisão. Renato Rabelo, presidente nacional do Partido Comunista do Brasil, destacou o papel da juventude nessa luta fundamental, e relatou a simpatia manifestada pela presidenta Dilma Rousseff na busca de uma educação de qualidade e seu entusiasmo pelo empenho da juventude nesta luta de profunda consequência para o avanço do país.
Texto reproduzido do site "Correio do Brasil", cofira o original clicando abaixo
Mas, quanto de verdade existe nessa história? Nenhuma verdade!!!! É tudo enganação construída peça por peça para ludibirar a população, que não tem acesso a informação e -- dessa forma -- não pode ter discernimento em relação ao que lhe é apresentado. E para perceber esse FATO, basta passar os olhos na tabela abaixo:
Perceba que países de primeiro mundo como Reino Unido, Suíça, Estados Unidos e Alemanha, que possuem excelentes sistemas de ensino, gastam MENOS com educação do que o Brasil. O caso mais explícito é o da Coréia do Sul (marcado em azul na tabela) que gasta menos com educação, mas ostenta a posição de segundo melhor sistema de educação do mundo (Ranking do PISA), enquanto o Brasil, que gasta mais, tem o pior sistema de ensino entre os 30 países do mundo que mais gastam com educação, mantendo a posição 53 no ranking mundial... Pronto, os números não mentem.
Qualquer gestor do setor privado sabe que primeiro é necessário potencializar ao máximo o aproveitamento dos recursos que já se dispõe para só então ser capaz de pleitear dos superiores ou dos financiadores recursos adicionais. Os números acima mostram que o Brasil está MUITO LONGE de estar aproveitando bem os recursos para a educação. Além disso, qualquer dona de casa sabe que um produto mais caro não significa necessariamente um produto melhor.
De onde nasceu essa sanha para dobrar o gasto com educação??? O governo deveria estar preocupado e empenhado em melhorar a educação oferecida ao povo brasileiro, mas isso daria muito trabalho e poderia levar anos. É muito mais fácil tramitar um projeto desse tipo no congresso (cujo julgamento do mensalão provou que já foi COMPRADO pelo governo diversas vezes), assim passa a impressão que o governo está trabalhando pelo "bem do povo" e, de quebra, aumenta as verbas e as possibilidade de desvio das mesmas.
O terreno foi preparado pela repetição massiva do slogan "o Brasil precisa investir mais em educação". O governo lançou a ideia, os meios de comunicação a espalharam e a população a repete em transe hipnótico zumbi. Agora, a torneira está aberta e a única alteração é que ficará mais fácil desviar verbas, uma vez que estas serão maiores.
Uma força para o "marxismo cultural"
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| Perceba na base do cartaz todas as entidades de "movimentos sociais" que são usadas pelo governo como interface para convencer a população de que se trata de uma demanda da sociedade. |
Há ainda outro problema adicional: o sistema de educação brasileiro está empestado de professores marxistas que disseminam ideias completamente fora da realidade para crianças que não possuem nem conhecimento, nem cultura, nem informação para julgar o conteúdo que estão recebendo. Confiram abaixo o trabalho de um doutrinador marxista capturado por um aluno com um celular.
Aos 1:10 o professor pergunta: "Vocês sabem qual foi o primeiro cara que pregou uma sociadade comunista?" E ele Mesmo responde "Jesus Cristo". Em 1:50 ele diz "Ser comunista não é querer comer criança, até porque isso é coisa do Papa", em uma total FALTA de respeito pelos próprios alunos.
Assim, está claro que o que está por trás de todo esse frisson é, na verdade, o aumento do poder de doutrinar os alunos nos moldes marxistas com o objetivo de implantar o comunismo no Brasil, segundo a estratégia traçada por Antonio Gramsci e seguida pela agenda do Foro de São Paulo.
Na república, a "verdade" é confundida com a opinião pública. É o velho ditado romano "vox populi, vox dei" levado às últimas consequências. Acontece que a opinião pública pode ser manipulada (conforme fica claro no vídeo acima). Quem detém o controle sobre a opinião pública, dessa forma, passa a deter o controle sobre a "verdade" e, consequentemente, sobre o rumo da História.
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| Jovem idiotizada pelo "marxismo cultural" fazendo piada com assunto sério |
O antídoto é a monarquia
Em um sistema de governo monárquico, o Imperador representa o poder moderador. Ele é uma figura responsável pela nação e que goza da posição acima dos interesses partidários, das visões imediatistas. Trata-se de uma pessoa que foi educada desde a mais tenra infância para compreender as questões políticas. Portanto, a monarquia é o ÚNICO sistema de governo que pode dispor de ações tomadas efetivamente visando o bem comum e não os interesses individuais egoístas disfarçados de bem comum.
Leitura recomendada: Confira o excelente artigo de Reinald Azevedo sobre o ENEM.
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